A Receita Federal do Brasil emitiu um alerta à população diante do aumento expressivo de golpes aplicados por meio do WhatsApp, especialmente em Montes Claros e em cidades da região. Criminosos estão se passando por órgãos oficiais para enviar mensagens fraudulentas que informam a existência de supostas dívidas vinculadas ao CPF do contribuinte, acompanhadas de ameaças de bloqueio de contas bancárias, restrições de crédito e até suspensão do CPF caso o pagamento não seja realizado imediatamente.
As mensagens utilizam linguagem formal e alarmista, com termos técnicos que simulam comunicações oficiais do governo federal. Expressões como “verificação processada e registrada no sistema atual” e “atualização finalizada” são usadas para dar credibilidade ao conteúdo. Em muitos casos, os golpistas citam o nome completo da vítima e o número do CPF, o que aumenta a sensação de autenticidade e urgência.
Ao clicar no link, na parte inferior, aparece o aviso: “Este documento foi assinado em [data] e possui permissão do Ministério da Justiça para fazer cumprir todos os bloqueios e restrições supracitados em face de **NOME**, portador do CPF **NÚMERO**, conforme legislação vigente”. O texto simula a assinatura do secretário especial da Receita Federal Robinson Sakiyama Barreirinhas.
Na etapa seguinte, aparece o valor da suposta “dívida”, de R$ 419,55, acompanhado de um alegado desconto de R$ 138,45. A mensagem informa que o não pagamento dentro do prazo resultará em multa de R$ 1.985, além de bloqueio de contas bancárias, restrições de crédito e bloqueio do CPF.
O site utiliza um domínio suspeito, que não corresponde aos endereços oficiais da Receita Federal, e exibe relatos falsos de pessoas aleatórias, que afirmam estar gratas por terem realizado o pagamento, com o objetivo de induzir o visitante a concluir a transação.
Para reforçar o golpe, o site fraudulento utiliza domínios que não correspondem aos endereços oficiais da Receita Federal e exibe depoimentos falsos de pessoas aleatórias, que afirmam ter resolvido a situação após o pagamento. Ao clicar em “regularizar agora”, a vítima é direcionada para um chat com uma suposta auditora da Receita Federal, que reforça as ameaças e exige o pagamento imediato via PIX. O valor é encaminhado a uma intermediadora de pagamentos, dificultando a identificação do verdadeiro destinatário dos recursos.
A Receita Federal esclarece que não realiza cobranças por WhatsApp, SMS ou aplicativos de mensagens, tampouco solicita dados pessoais ou pagamentos por esses canais. As comunicações oficiais com os contribuintes ocorrem exclusivamente pelo Portal e-CAC, disponível no site oficial da Receita Federal, ou por meio de correspondência formal.
Diante desse cenário, a orientação é clara: não clicar em links suspeitos, não fornecer informações pessoais e não efetuar pagamentos ao receber esse tipo de mensagem. Em caso de dúvida, o cidadão deve buscar os canais oficiais da Receita Federal ou registrar denúncia. O órgão reforça a necessidade de atenção redobrada para evitar prejuízos financeiros e transtornos causados por fraudes digitais, que têm se tornado cada vez mais sofisticadas e frequentes.
