Valorização do bezerro e retenção de matrizes exigem eficiência e gestão na pecuária
A pecuária de cria brasileira vive um momento de profunda reflexão e busca por eficiência no campo. O aumento no abate de fêmeas registrado no país — com a participação de matrizes atingindo 49,5% do total de bovinos abatidos no primeiro semestre do ano — alterou a dinâmica do ciclo pecuário, pressionando a oferta de bezerros e elevando as cotações no mercado de reposição. Diante desse cenário, especialistas e a Scot Consultoria debateram no VII Encontro de Pecuária Intensiva – Foco: Cria, na Esalq/USP, caminhos técnicos para produzir mais bezerros por hectare sem comprometer a longevidade e o desempenho reprodutivo das matrizes.
A chave para o sucesso do sistema de cria reside na integração entre planejamento forrageiro, escore corporal e nutrição estratégica. Especialistas apontam que a elevação da taxa de lotação só é sustentável mediante a adubação de pastos, conservação de forragem para o período de seca e suplementação adequada na gestação e lactação. A aplicação rigorosa desses manejos viabiliza metas de alta performance, como o conceito do “Boi 7.7.7” (que busca desmamar o bezerro já com sete arrobas), consolidando a cria como a base fundamental de toda a cadeia produtiva da carne de qualidade.