Maioria da população, mulheres são só um terço das candidaturas em 2026
As eleições de 2026 evidenciam que a participação feminina na política brasileira ainda avança lentamente. Dados recentes mostram que as mulheres representam aproximadamente 34,9% das candidaturas, enquanto correspondem a 52,8% do eleitorado. Ou seja, embora sejam maioria entre quem vota, continuam sendo minoria entre quem disputa os cargos públicos.
O cenário também chama atenção em Minas Gerais. Com a disputa por cargos de presidente, governador, senador e deputados, o estado terá papel estratégico no processo eleitoral e deverá colocar em debate a presença feminina nos espaços de poder. As estatísticas oficiais podem ser acompanhadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Além da sub-representação, outro obstáculo preocupa: a violência política de gênero. Mulheres candidatas ou detentoras de mandato podem ser alvo de assédio, constrangimento, humilhação, perseguição e ameaças motivadas por sua condição de mulher. A prática é crime eleitoral e está prevista no artigo 326-B do Código Eleitoral. O TSE mantém canal específico para denúncias, encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.
A questão ganhou ainda mais relevância com o início da campanha eleitoral. A presença feminina não depende apenas do número de candidaturas, mas também das condições oferecidas para que essas mulheres tenham acesso a recursos, espaço partidário, exposição pública e segurança. Em 2026, o desafio brasileiro permanece: transformar a presença das mulheres como eleitoras em maior participação efetiva nas decisões políticas. E isso passa não apenas pelas urnas, mas também pelo enfrentamento às estruturas e práticas que ainda dificultam a chegada e a permanência delas no poder.