A moeda americana saltou 3,3% nesta manhã, impulsionada pela escalada do conflito Oriente Médio
O dólar nessa quarta-feira (4) operou nas negociações de ontem com forte alta, refletindo o pânico dos mercados com a escalada da guerra no Oriente Médio. Por volta das 12h (de Brasília) de ontem, a divisa americana avançava 3,3%, sendo negociada a R$ 5,334. Nessa manhã de quarta, ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, segundo a imprensa local. O jornal The Times of Israel informou que a reunião teria a presença de 88 aiatolás, mas ainda não se sabe quantos deles estavam no local no momento do ataque.
O dólar comercial encerrou em forte valorização frente ao real, refletindo o aumento da aversão a riscos dos investidores diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana atingiu patamares acima de R$ 5,334, marcando a maior alta percentual diária desde dezembro de 2025, quando avançou 2,34%.
A escalada do conflito no Oriente Médio e os riscos de interrupção no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, pressionaram os preços internacionais do petróleo. A incerteza geopolítica provocou também queda de ativos de risco, incluindo ações e títulos de mercados emergentes, em movimento clássico de fuga para ativos seguros, como o dólar.
A reação dos investidores no mercado de derivativos reforça a percepção de alta liquidação de posições vendidas e ordens de stop loss no mercado de câmbio. Fernando Bergallo, diretor da FB Capital, explicou:
No Brasil, o avanço do dólar também influenciou o mercado de Depósitos Interfinanceiros (DI), com taxas disparando em busca de ativos mais seguros.
O movimento acompanha a valorização global do dólar frente a moedas emergentes e reforça a cautela de investidores diante de cenários de instabilidade internacional.
Perspectivas para os próximos dias
A continuidade das tensões no Oriente Médio mantém o cenário incerto para o câmbio, com possíveis impactos sobre exportações, importações e preços de commodities.
Especialistas recomendam monitoramento constante de indicadores internacionais e decisões de política monetária, que podem influenciar diretamente o comportamento do dólar e do mercado financeiro brasileiro.