Em discurso na cúpula do G7 anteontem, na Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a taxação de super-ricos e propôs ainda uma cúpula para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia Enquanto passava pela Suíça no dia 13, Lula disse que falaria em discurso do G7 sobre desigualdade, Inteligência Artificial e democracia.
“O G7 é uma reunião um pouco complicada, nós temos um espaço para falar. Os assuntos que eu quero falar são sobre democracia mesmo, sobre inteligência artificial, sobre a desigualdade. São os assuntos que eu gosto de discutir em qualquer lugar que eu vou”, afirmou Lula à imprensa.
Lula iniciou o discurso falando sobre tecnologia. Ele disse que a Inteligência Artificial apresenta “oportunidades e riscos”. A inteligência artificial (IA) acentua esse cenário de oportunidades, riscos e assimetrias. Seus benefícios devem ser compartilhados por todos. Interessa-nos uma IA segura, transparente e emancipadora. Que respeite os direitos humanos, proteja dados pessoais e promova a integridade da informação.
Que potencialize as capacidades dos Estados de adotarem políticas públicas para o meio ambiente e que contribua para a transição energética. Uma IA que também tenha a cara do Sul Global, que fortaleça a diversidade cultural e linguística e que desenvolva a economia digital de nossos países. E, sobretudo, uma IA como ferramenta para a paz, não para a guerra”, afirmou o presidente brasileiro. Logo depois, Lula falou sobre a desigualdade e mencionou que “já passou da hora dos super-ricos pagarem sua justa contribuição em impostos”.
“Essa concentração excessiva de poder e renda representa um risco à democracia. Muitos países em desenvolvimento já formularam políticas eficazes para erradicar a fome e a pobreza. Nosso objetivo, no G20, é mobilizar recursos para ampliá-las e adaptá-las a outras realidades”, disse Lula.
