Pesquisa inédita analisa maturidade de gestão e comportamento no estado mineiro
No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro simultaneamente ao marco de 20 anos da Lei Geral das MPEs, o Sebrae Minas divulgou a pesquisa inédita ‘Faces do Empreendedorismo’, um mapeamento denso que analisa as características comportamentais, competências de gestão e aspectos sociodemográficos dos pequenos negócios no estado. O levantamento estatístico ouviu 1.701 lideranças ao longo do último ano, identificando e caracterizando sete personas empresariais distintas: Adaptativo, Alta Performance, Em Desenvolvimento, Em Recuperação, Estruturado, Experiente e Influente.
O diagnóstico de inteligência revela que competências comportamentais específicas — tais como inteligência emocional, persuasão, atitude inovadora, controle de vendas e rigor orçamentário — definem resultados amplamente diversos em companhias inseridas em mercados semelhantes. Em Minas Gerais, onde os pequenos negócios ultrapassam 2,5 milhões de estabelecimentos ativos, geram 58,5% dos postos de trabalho formais e respondem por 32,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, o entendimento do perfil dos gestores consolida-se como um insumo decisivo para direcionar programas de desenvolvimento e embasar decisões estratégicas de atração de capital.
A caracterização das personas joga luz sobre a heterogeneidade do ecossistema produtivo mineiro. Enquanto perfis consolidados como o ‘Estruturado’ e o ‘De Alta Performance’ operam com rotinas padronizadas, processos digitalizados e foco contínuo em ganhos de escala, o grupo denominado ‘Em Recuperação’ atua com reduzida estrutura gerencial e em modo de sobrevivência. Em paralelo, o perfil ‘Adaptativo’, composto majoritariamente por mulheres com pós-graduação, destaca-se pela elevadíssima capacidade de inovação no segmento de serviços.
Para executivos, conselheiros e líderes de entidades patronais, o mapeamento do Sebrae converte-se em um vetor prático de governança e competitividade. A superação do empírico pela gestão científica, a eliminação de pontos cegos na gestão do fluxo de caixa e o aprimoramento do capital humano surgem como diretrizes urgentes para garantir a longevidade dos pequenos negócios, blindar as operações contra solavancos macroeconômicos e impulsionar o desenvolvimento contínuo das regiões mineiras.