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Depois da obra, a bola rolou no Juvenção

Servidores que atuaram na reconstrução do Estádio Juvêncio Augusto Soares viveram, neste domingo (18/01), uma experiência simbólica e inesquecível: trocar o canteiro de obras pelo gramado totalmente revitalizado do Juvenção. Desta vez, não como trabalhadores, mas como protagonistas dentro de campo.

Durante cerca de 100 dias, esses servidores e colaboradores estiveram diretamente envolvidos na reforma e modernização do estádio, em atividades que iam do planejamento administrativo ao trabalho operacional diário. Com a obra concluída e entregue dentro do prazo exigido pelos órgãos de segurança e pela Federação Mineira de Futebol (FMF), a Prefeitura de Montes Claros promoveu um momento de reconhecimento e confraternização, reunindo os envolvidos para uma série de partidas festivas.

A iniciativa contou com o apoio de empresários, do North Esporte Clube e de todas as secretarias municipais que integraram o esforço coletivo para viabilizar a liberação do estádio para os jogos do clube na Primeira Divisão do Campeonato Mineiro.

Como a responsabilidade pela manutenção e controle do gramado é do North Esporte Clube, a utilização do campo ocorreu em comum acordo com a diretoria, respeitando rigorosamente os critérios técnicos exigidos pela FMF. O tempo total de uso foi limitado a duas horas, com acompanhamento do profissional responsável pela supervisão do plantio e desenvolvimento do gramado.

O primeiro gol do novo Juvenção

Entre os momentos mais marcantes do evento esteve o primeiro gol marcado em um jogo não oficial no estádio reconstruído. O autor foi Vitor Oliveira Silva, agente de trânsito da MCTrans, setor que atuou de forma constante no suporte à obra, especialmente no controle do tráfego no entorno do estádio.

“Atleticano, lateral de origem, eu me arrisquei no ataque quando o jogo parecia caminhar para o empate. Avisei aos companheiros e chutei de primeira, no ângulo. Foi uma felicidade enorme”, contou Vitor, que resumiu a experiência como uma amostra real do que é atuar em um estádio oficial. “Foi tudo muito bem organizado, com arbitragem, bandeirinhas e clima de jogo de verdade.”

O prefeito Guilherme Guimarães destacou o caráter simbólico da confraternização. “Mais do que uma obra, a reconstrução do Juvenção foi uma missão assumida coletivamente. Cada servidor teve papel fundamental para que tudo fosse entregue com qualidade e dentro do prazo”, afirmou.

Ao todo, seis equipes foram formadas, com 11 jogadores cada, em sistema de rodízio. Foram realizados três jogos, com duração de 30 minutos cada, respeitando os limites técnicos estabelecidos.

Confraternização dentro e fora de campo

A celebração foi organizada de forma voluntária pelas secretarias que participaram direta ou indiretamente da obra. Além das partidas, o evento contou com apresentação musical da Banda CCZ Music, formada por servidores do Centro de Controle de Zoonoses, sorteio de brindes e um almoço de confraternização, encerrando a manhã em clima de integração e reconhecimento.

Mais do que futebol, o encontro simbolizou o fechamento de um ciclo marcado por trabalho, compromisso e cooperação — e abriu oficialmente um novo capítulo na história do Estádio Juvenção, agora pronto para receber o futebol profissional e a comunidade.

Fotos: Robson Durães

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