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Comerciantes reclamam de Travessia do Rio Quem Quem

Moradores reclamam do abandono e precariedade da ponte na região

Moradores e sobretudo comerciantes da região de Janaúba e Capitão Enéas, no Norte de Minas, especialmente nas proximidades do distrito de Quem Quem, limite como o distrito de Caçarema, voltaram a relatar dificuldades de mobilidade devido à precariedade da travessia sobre o Rio Quem Quem, problema que se arrasta há anos e ganhou novos capítulos entre o fim de 2024 e o início de 2025.

A antiga ponte que ligava os dois municípios encontrava-se danificada e desativada, agravando ainda mais a situação após ter sido atingida por um incêndio. Com isso, usuários entre eles produtores rurais, trabalhadores e estudantes, passaram a utilizar um desvio improvisado pelo leito do rio, considerado inseguro, sobretudo em períodos de chuva.

OBRA EMERGENCIAL

Em dezembro de 2024, a Prefeitura de Janaúba interditou oficialmente o local e deu início à construção de uma nova passagem molhada, estrutura provisória destinada a permitir o escoamento da água e o tráfego de veículos em períodos de menor volume do rio. Na obra, foram utilizadas 36 manilhas, com o objetivo de oferecer uma alternativa mais segura à população local enquanto não há uma ponte definitiva.

Apesar da intervenção, as reclamações são recorrentes. Várias reportagens e manifestações populares registradas desde anos anteriores indicam que a falta de uma ponte adequada no trecho é uma demanda histórica. Em janeiro deste ano, o tema voltou a ser pauta, reforçando o sentimento de abandono relatado pelos moradores.

A situação da travessia do Rio Quem Quem ocorre em meio a um cenário mais amplo de dificuldades na infraestrutura viária do Norte de Minas. Municípios como Capitão Enéas enfrentam problemas em rodovias estaduais, a exemplo da MGC-122, além de estradas vicinais comprometidas com algumas chuvas intensas neste período, que acabam danificando estruturas e provocam atrasos em obras de recuperação.

Enquanto isso, a população segue cobrando soluções definitivas, destacando que a travessia é essencial para o escoamento da produção agrícola, o acesso a serviços básicos e a integração entre comunidades da região.

Moradores reclamam do abandono e precariedade da ponte na região

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