A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou três casos de mpox no estado em 2026, todos em homens adultos e sem necessidade de internação até o momento, informou o órgão no último dia 23 de fevereiro. As confirmações ocorreram na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com dois diagnósticos na capital e um em Contagem.
A mpox é uma infecção viral causada pelo mpox vírus (MPXV), integrante da mesma família do vírus da varíola humana, erradicada em 1980. O vírus pode provocar febre, aumento de gânglios linfáticos (linfadenomegalia) e erupções cutâneas (lesões), que evoluem para vesículas e depois crostas antes da cicatrização.
No cenário de Minas Gerais, os três casos confirmados em 2026 representam os primeiros registros do ano no estado. Até meados de fevereiro, a SES-MG contabilizava 19 notificações relacionadas à doença, com três confirmados, um caso provável, nove sob investigação e seis descartados.
A transmissão da doença ocorre principalmente por meio de contato físico próximo com uma pessoa infectada, em especial quando há presença de lesões cutâneas ou contato com secreções ou objetos pessoais contaminados. Embora também possa haver transmissão por gotículas respiratórias em situações de contato prolongado, esse não é o principal modo de disseminação.
Os três pacientes mineiros com diagnóstico positivo encontram-se sem necessidade de internação hospitalar, segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde. Em relação ao cenário nacional, o Brasil tem acompanhado um aumento em casos confirmados em vários estados, sobretudo em São Paulo.
Especialistas em infectologia observam que, embora a mpox seja contagiosa em contatos íntimos ou prolongados, o quadro clínico tende a ser de moderado a leve na grande parte dos casos e o tratamento consiste principalmente em manejo de sintomas e isolamento até a completa cicatrização das lesões.
As autoridades de saúde de Minas Gerais e do país mantêm vigilância epidemiológica ativa para monitorar novos casos e conter a disseminação. A orientação às equipes de saúde inclui registro rápido de casos suspeitos, investigação de contatos e orientação à população sobre os sinais da doença e medidas de prevenção. Eventuais atualizações sobre a evolução dos registros e eventuais mudanças nas recomendações serão divulgadas oficialmente conforme o acompanhamento dos serviços de vigilância.