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Cai preço do limão tahiti

Oferta de fruta de qualidade inferior impacta os preços, segundo o Cepea

Os preços do limão tahiti proeduzido em alta escala no Projeto Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Norte de Minas, além de outros municípios continuam a sofrer quedas, conforme levantamento realizado pelo Cepea. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a caixa de 27,2 kg foi comercializada por uma média de R$ 88,89, apresentando uma redução de 7% em relação ao intervalo anterior.

Pesquisadores do Cepea explicam que a pressão sobre os valores se deve ao aumento na oferta de frutas de qualidade inferior, conhecidas como “limão miúdo”. Contudo, destacam que, desde meados de setembro, os preços se mantiveram elevados, em razão da baixa disponibilidade da fruta no mercado.

Além disso, com o aumento das chuvas nas últimas semanas, a expectativa é de que a produção no estado de São Paulo aumente a partir de dezembro. Esse aumento na colheita deverá pressionar os preços de maneira significativa e contínua até o pico da safra, previsto para ocorrer em meados de março.

PREÇOS DAS HORTALIÇAS

 O 11º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nessta sexta-feira (22), aponta que o mês de outubro foi marcado por uma tendência de queda nos preços de diversas hortaliças, como alface, batata, cebola e cenoura, nas principais centrais de abastecimento do Brasil. Por outro lado, o preço do tomate registrou aumento no período, invertendo a tendência observada nas demais hortaliças.

Em relação à alface, o boletim indica que este foi o segundo mês consecutivo de variação nos preços entre as Ceasas analisadas. A média ponderada apresentou uma queda de 1,02% em comparação com setembro. Já o preço da batata, que vem caindo desde julho, manteve-se em declínio, embora ainda seja superior ao registrado em outubro de 2023.

Os preços da cebola, por sua vez, sofreram uma queda expressiva de 25,22%, atingindo um dos menores níveis dos últimos anos. A abundância da oferta do produto foi apontada como o principal fator para essa queda generalizada nas Ceasas analisadas. O preço da cenoura também teve uma redução, com a média ponderada caindo 5,17% em relação ao mês anterior

Em contraste com as demais hortaliças, o preço do tomate teve um aumento de 17,27% em relação ao mês de setembro. O boletim explica que essa variação foi influenciada por flutuações na oferta do produto, que, por sua vez, foram determinadas por condições climáticas. O calor acelerou a maturação em alguns períodos, enquanto as chuvas interromperam a colheita e reduziram a oferta em outros momentos.

FRUTAS                              

 O mercado de frutas também apresentou movimentos de queda, com destaque para a banana, o mamão e a melancia. A queda no preço da banana foi impulsionada pelo aumento da comercialização da variedade prata, beneficiada pela safra em pico e boas condições climáticas. Por outro lado, a banana nanica sofreu redução na oferta devido ao período de entressafra e condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões produtoras

O mamão teve queda nos preços devido à maior oferta, especialmente da variedade formosa. A melancia, por sua vez, registrou uma redução nas cotações, embora as exportações tenham aumentado em comparação com a temporada anterior, o que resultou em uma rentabilidade mais alta e possibilidade de recordes de lucro.

A laranja, em contraste, teve uma nova alta de preços, acompanhada de uma queda na comercialização. A redução da oferta interna impactou negativamente as exportações de suco de laranja. Já os preços da maçã permaneceram estáveis no mês.

EXPORTAÇÃO

Até outubro de 2024, o Brasil exportou 812,8 mil toneladas de frutas, o que representa uma queda de 2,49% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, o faturamento com as exportações foi de US$ 1,03 bilhão, um aumento de 5,35% em relação ao ano passado e de 22,7%em comparação com 2022.

CONAB

 Nesta edição, o boletim também destaca o lançamento, pelo Governo Federal, do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar – Alimento no Prato (2025- 2028), além de uma visita técnica realizada pela Conab e pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) ao Banco de Alimentos Comida Boa da Ceasa Paraná.

Os dados apresentados no boletim são baseados nas informações levantadas nas Centrais de Abastecimento localizadas em SBelo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, São José, Goiânia, Recife, Fortaleza e Rio Branco, que comercializam uma grande parte dos hortigranjeiros consumidos no Brasil. O boletim completo pode ser acessado no Portal da Conab.

Oferta de fruta de qualidade inferior impacta os preços, segundo o Cepea

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