Brasil é 2º em inovação mas patina na indústria
O Brasil conquistou a 2ª posição em inovação na América Latina no Índice Global de Inovação (IGI) 2026, ocupando o 52º lugar no cenário mundial. O estudo, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em parceria com a CNI, revela que o país se destaca em produção científica, infraestrutura de tecnologia e sofisticação de mercado. No entanto, o resultado expõe o histórico gargalo estrutural: a dificuldade de converter pesquisa acadêmica em negócios industriais de alto impacto.
O setor produtivo nacional sofre com baixos investimentos privados em P&D, entraves na transferência de tecnologia e escassez de profissionais qualificados em frentes técnicas. Essa desconexão entre universidades e empresas limita a criação de patentes e impede que o conhecimento científico se transforme em produtividade no mercado.
Para Minas Gerais e o setor produtivo da região norte-mineira, o estudo da CNI sinaliza a urgência de fortalecer conexões locais de inovação aberta. Aproximar o empresariado regional dos centros universitários e desburocratizar parcerias de pesquisa são os passos decisivos para que a tecnologia alavanque a competitividade da indústria no interior mineiro.