Os Ministérios Público Estadual e Federal acompanham todo o procedimento Os Ministérios Público Estadual e Federal acompanham todo o procedimento
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) define neste sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026, as 43 seções eleitorais do Estado que terão suas urnas submetidas a procedimentos de auditoria. A escolha poderá ocorrer por indicação das entidades fiscalizadoras ou por sorteio.
A audiência pública será conduzida pelo desembargador Nicolau Lupianhes Neto, presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica para as Eleições 2026. O encontro começa às 7h, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG), em Belo Horizonte, e terá transmissão pelo canal do TRE-MG no YouTube.
O Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, partidos políticos, coligações, OAB e representantes da sociedade civil acompanham o procedimento. Todas as etapas também são monitoradas por empresa de auditoria contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
TESTE DE INTEGRIDADE
Do total de urnas selecionadas, 30 serão submetidas ao Teste de Integridade, na sede do CREA-MG. Outras três urnas, de seções da Escola Estadual Pandiá Calógeras, em Belo Horizonte, passarão pelo Teste de Integridade com Biometria.
As urnas selecionadas são levadas ao TRE-MG no próprio sábado e substituídas por equipamentos de reserva das respectivas zonas eleitorais. As urnas do interior serão transportadas em aeronaves da Polícia Militar de Minas Gerais. Na capital e na Região Metropolitana, o recolhimento será realizado por veículos da Justiça Eleitoral.
Durante o teste, cédulas de papel receberão votos em candidatos reais e serão depositadas em urnas de lona. No domingo (4), os votos serão replicados nas urnas eletrônicas correspondentes, no mesmo horário da votação oficial, das 8h às 17h.
Ao final, os votos registrados em papel serão apurados e comparados com os resultados apresentados pelos respectivos boletins das urnas eletrônicas. A finalidade é verificar se os equipamentos registram e contabilizam corretamente os votos inseridos no procedimento.
DISTRIBUIÇÃO REGIONAL
Desde 2022, Minas Gerais é dividido em sete mesorregiões para organizar a logística da auditoria, considerando a distância, o tempo de deslocamento e a representatividade do eleitorado.
Na região Norte/Noroeste, serão auditadas duas urnas, correspondente a 10,9% do eleitorado estadual e envolvendo 32 zonas eleitorais. No Triângulo/Alto Paranaíba, também serão duas urnas, com 11,47% de representatividade e 33 zonas.
O Sul/Sudoeste terá quatro urnas auditadas, representando 12,11% do eleitorado e 47 zonas eleitorais. A região Oeste/Vertentes/Central terá cinco urnas, com 10,47% e 38 zonas.
Já Rio Doce/Mucuri/Jequitinhonha terá três urnas, correspondentes a 14,7% da representatividade estadual e 47 zonas eleitorais. A Zona da Mata contará com quatro urnas, representando 11,86% e 39 zonas.
A maior quantidade ficará com Belo Horizonte e Região Metropolitana, que terão dez urnas no Teste de Integridade e outras três no procedimento com biometria. A região concentra 28,48% da representatividade do Estado e 68 zonas eleitorais.
TESTE COM BIOMETRIA
No Teste de Integridade com Biometria, eleitores voluntários que já tenham participado da votação oficial poderão colaborar habilitando as urnas com suas impressões digitais. A participação é voluntária e ocorre exclusivamente para permitir o procedimento de auditoria.
O eleitor não votará novamente no ambiente do teste. Quem aceitar deverá assinar termo de consentimento autorizando o uso da biometria exclusivamente nessa atividade.
Os votos registrados durante o Teste de Integridade não integram o resultado oficial da eleição.
TESTE DE AUTENTICIDADE
Outras dez urnas passarão pelo Teste de Autenticidade, realizado às 6h do domingo (4), nas próprias seções eleitorais. Antes da emissão da zerésima, será produzido um relatório contendo os hashes — resumos digitais — e as assinaturas dos programas instalados nos equipamentos.
Essas informações poderão ser conferidas com os dados disponibilizados pelo TSE, permitindo verificar se os sistemas instalados correspondem aos programas oficiais e assinados pela Justiça Eleitoral.
A auditoria faz parte dos mecanismos de fiscalização da votação eletrônica e permite o acompanhamento público de diferentes etapas relacionadas à segurança e à integridade do processo eleitoral.