Presidente da entidade, Ronaldo Soares Mota Dias, cobra explicações da ANTT sobre mudança na localização da praça de pedágio
A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), por iniciativa de seu presidente e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, encaminhou nessa terça-feira (20) ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), questionando a alteração da localização da praça de pedágio da BR-251 em relação ao projeto inicialmente apresentado à população.
Durante as audiências públicas realizadas para discutir a concessão da rodovia, a praça de pedágio estava prevista para o KM-492,1, no município de Francisco Sá. Entretanto, conforme comunicado da concessionária Ecovias das Gerais, a estrutura está sendo implantada no km 510, em Montes Claros, nas proximidades do Clube Lagoa da Barra.
A mudança gera preocupação por modificar uma condição importante do projeto original, com potencial de impor novos custos a milhares de usuários da rodovia, especialmente àqueles que realizam deslocamentos frequentes para trabalhar, estudar, buscar atendimento médico e desenvolver atividades comerciais.
Para o presidente da Amams, que participou das duas audiências públicas promovidas pela ANTT, uma alteração dessa natureza precisa ser devidamente esclarecida, sobretudo pelos possíveis impactos financeiros e sociais sobre a população.
“Participei das audiências públicas e acompanhei a apresentação do projeto original. Agora nos deparamos com uma mudança significativa na localização da praça de pedágio, que pode trazer prejuízos diretos à população. Não podemos tratar essa alteração como algo simples, pois ela pode fazer com que milhares de pessoas passem a pagar uma tarifa em deslocamentos que não seriam atingidos pela localização inicialmente prevista”, afirma Ronaldo.
Ele destaca ainda que o principal questionamento não é a implantação do pedágio, mas a mudança das condições inicialmente apresentadas durante o processo de concessão, sem que seus impactos tenham sido suficientemente esclarecidos aos municípios envolvidos.
“Não somos contra a duplicação da BR-251. Pelo contrário, sabemos da importância dessa obra para o Norte de Minas. O que estamos questionando é a alteração do projeto inicial e o prejuízo que ela pode causar. Uma decisão como essa precisa ter justificativa técnica, transparência e, acima de tudo, respeito à população que será diretamente afetada”, ressalta.
A Amams considera que a nova localização deve ser reavaliada, levando em conta o aumento potencial dos custos de deslocamento, os reflexos sobre o transporte de pacientes, o comércio e a integração econômica entre os municípios.
Por meio do ofício, a entidade solicita à ANTT e à concessionária Ecovias das Gerais esclarecimentos formais sobre os motivos da alteração, apresentação dos estudos técnicos que fundamentaram a decisão e reavaliação da localização da praça de pedágio, além de diálogo com os representantes dos municípios afetados.
“O projeto foi apresentado à população com uma localização definida. Se houve uma mudança, é necessário explicar por que ela aconteceu e demonstrar que não haverá prejuízos desproporcionais aos usuários. Como presidente da Amams, minha responsabilidade é cobrar essas respostas e defender os interesses da nossa região”, conclui Ronaldo Soares Mota Dias.
A Amams reafirma seu apoio aos investimentos em infraestrutura rodoviária, mas defende que o avanço da concessão da BR-251 ocorra com transparência, responsabilidade e respeito às condições apresentadas durante o processo de discussão pública.