A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) realizou, na manhã desta segunda-feira (02/02), uma videoconferência com os prefeitos do Norte de Minas para debater os impactos das inundações. Durante a reunião, foi definida a criação de um Comitê Gestor Municipalista, formado por associações e consórcios, com o objetivo de coordenar ações de socorro às vítimas das enchentes.
Paralelamente, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil anunciou a criação de um comitê gestor estadual para alinhar tarefas e informou que o governo de Minas está trazendo maquinário do Espírito Santo para auxiliar na recuperação das estradas vicinais. Os prefeitos também sugeriram medidas emergenciais, como a desoneração da folha de pagamento e até mesmo a suspensão da cobrança do INSS para trabalhadores da área.
O presidente da AMAMS, Ronaldo Soares Mota Dias, prefeito de São João da Lagoa, destacou que elaborou um relatório sobre a situação do Norte de Minas em conjunto com o coronel Paulo Rezende, coordenador da Defesa Civil de Minas Gerais, e propôs a elaboração de um decreto único para o governo atender os municípios afetados.
O prefeito de Mirabela, Carlos Henrique Lopes, foi designado para verificar as demandas regionais. Já o delegado da Receita Federal, Filipe Florêncio de Araújo, informou a possibilidade de realizar uma doação emergencial de materiais de limpeza e higiene para as vítimas das chuvas.
O prefeito de Curral de Dentro, Adélio Tampinha, lamentou a burocracia estatal dificultando o socorro às famílias atingidas. Por sua vez, o prefeito de Claro dos Poções, José Vanderlei Cardoso, relatou que o acesso do município a Bocaiúva e Francisco Dumont foi comprometido devido às chuvas, que danificaram estradas e pontes.
O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, ressaltou que, apesar das fortes chuvas que atingiram o município, as ocorrências estão sendo resolvidas com rapidez graças à atuação permanente das equipes da prefeitura. Ele destacou que Montes Claros mantém uma equipe constantemente atenta para responder às emergências e sugeriu a ampliação das obras de drenagem e retenção das águas como medida preventiva. Guimarães também propôs o envolvimento das faculdades da região para apoiar os municípios atingidos, seja por meio de estudos técnicos, projetos de engenharia ou ações sociais voltadas às famílias afetadas.