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Forças de segurança reforçam operações nas rodovias de MG

A proximidade das festividades de fim de ano, como o Natal e o Réveillon, e o período de recesso escolar, em dezembro e janeiro, prometem aumentar o movimento nas rodovias que cortam o Norte de Minas.

A proximidade das festividades de fim de ano, como o Natal e o Réveillon, e o período de recesso escolar, em dezembro e janeiro, prometem aumentar o movimento nas rodovias que cortam o Norte de Minas. O maior fluxo de veículos, somado à imprudência de alguns motoristas, que ainda insistem em combinar álcool e direção, e também as condições adversas provocadas pela chuva potencializam os riscos de acidentes nas estradas.

Atualmente, são cerca de 60 pontos de interdições parciais em decorrência das chuvas em todo o Estado. Por esses motivos, as forças de segurança de Minas iniciaram a Operação Ir e Vir Seguro, que busca garantir melhores condições para quem deseja viajar neste período.

“O objetivo é aumentar as ações de patrulhamento nas rodovias. Dar dicas de seguranças àqueles que vão conduzir seus veículos, e assim prevenir acidentes”, explicou o comandante de policiamento Rodoviário, coronel Fábio Almeida.

A operação teve início em novembro e seguirá até o mês de janeiro. Os trabalhos envolvem equipes de policiamento rodoviário, da Defesa Civil Estadual, do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER- -MG), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Polícia Federal. A operação mobiliza cerca de 1200 militares, além de agentes da Defesa Civil, em mais de 30 mil quilômetros de estradas estaduais e federais. As equipes utilizam radares móveis, além de drones e outras tecnologias de inteligência para monitorar as condições das estradas, principalmente em relação à chuva.

“Nossa preocupação é ter um mapeamento dos locais críticos, onde temos costumeiramente acidentes de trânsito. Já temos o aplicativo “Interdições Rodovias”, disponível para IOS e Android, que é colaborativo pelos órgãos de segurança e também pelo cidadão, que informa sobre trechos bloqueados pela chuva, que posteriormente será avaliado pela Polícia e depois a informação repassada aos órgãos competentes”, justificou o coronel Fábio Almeida.

Conforme o monitoramento, a MG-050 e a MGC-135, são as rodovias que oferecem maior preocupação para as forças de segurança. “Esses eventos naturais podem provocar queda de barreiras nas estradas. Por isso lançamos o programa Cadastre Aí, em que o cidadão recebe informações sobre as condições do tempo. É importante se cadastrar nessa ferramenta para ter acesso às informações antes de viajar. Isso é mais um benefício somado às ações das forças de segurança, sobretudo neste período em que as chuvas podem trazer riscos nos deslocamentos de pessoas”, considerou o tenente da Defesa Civil Estadual, Eduardo Lopes.

Para quem pretende viajar no fim de ano, como o administrador Adalclir Souza, 43 anos, a operação é considerada uma iniciativa positiva. Ele planeja ir para o Sul de Minas visitar os familiares. “Eu sempre faço uma revisão no carro antes de viajar, mas algumas coisas não dependem só de nós. Temos as chuvas que podem atrapalhar o caminho. Além disso, tem aqueles irresponsáveis que dirigem bêbados, fazem ultrapassagens perigosas ou que não cuidam do carro. É bom sabe que a Polícia Militar vai fiscalizar essas pessoas”, disse.

Forças de segurança reforçam operações nas rodovias de MG
Forças de segurança de Minas intensificam operações e orientam motoristas para evitar acidentes nas estradas no período chuvoso

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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