A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) acionou o Conselho Deliberativo da Sudene (Condel) para pedir a renegociação das dívidas rurais e empresariais do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, por causa dos danos causados pela longa estiagem, a mais longa do Norte de Minas, com prejuízos irreparáveis à região. O secretário-executivo da Amams, Ronaldo Soares Mota Dias, pediu apoio ao conselheiro Adauto Batista Marques, presidente da Fiemg-Norte para colocar este assunto em pauta na reunião do Condel, a ser realizada nesta quarta-feira, 13, na sede da autarquia, em Recife. Adauto é o único norte-mineiro no Condel.
A preocupação da Amams é que a estiagem afetou a atividade produtiva na área mineira da Sudene, impedindo que o homem do campo e mesmo os empresários consigam quitar os financiamentos vencidos e os que estão para vencer. No dia 22 de agosto, a Amams já tinha pedido ao superintendente estadual do Banco do Nordeste, Wesley Maciel, para encaminhar esta demanda à direção do banco. Recentemente o governo federal abriu a renegociação das dívidas rurais, mas alusivas ao ano de 2011.
Nessa segunda-feira o presidente da Amams e prefeito de Padre Carvalho, José Nilson Bispo de Sá, o Nilsinho, acionou a Bancada do Norte de Minas para cobrar medidas de socorro às vítimas da seca, como a distribuição de água potável para consumo humano e de cestas básicas. Ainda ontem o governo reagiu, buscando soluções.
ESTADO DE EMERGÊNCIA – A seca este ano começou a se registrar efetivamente no final do primeiro semestre, em que rios e córregos secam, provocando a falta de água na região. Contudo, ela atinge sua fase mais crítica no segundo semestre, com o recrudescimento dos problemas sociais, em função da perda da lavoura de subsistência, o que levou prefeitos dos municípios norte-mineiros a decretaram situação de emergência para receberem ajuda mais consistente do Estado e da União para atender às demandas das famílias diretamente atingidas.
A ajuda, no entanto, não atende à demanda regional, o que faz com que as lideranças políticas do Norte de Minas cobrem assistência mais efetiva do poder público, sobretudo no tocante à distribuição de água através de caminhões-pipas como também de cestas básicas, já que a situação das famílias atingidas piora com o passar do tempo.