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Amams articula pela segurança alimentar

Entidade alerta prefeituras para prazo de adesão à programa federal

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) alerta aos municípios do Norte de Minas que termina nesta quarta-feira, 6, o prazo para adesão ao Programa Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, na expectativa de expressiva adesão dos municípios filiados. A coordenadora do departamento de Assistência Social, Laila Tatiane Souza, explica que foi publicado no dia 30 de novembro, o edital de manifestação de interesse para identificar os municípios que aderiram ao Programa e desejam executar a modalidade de Compra com Doação Simultânea. O objetivo é formalizar Planos Operacionais junto às prefeituras que possuam os valores pactuados para o período de 2014 a 2022 com nível de execução acima de 95%, ou seja, com recursos já liquidados.

Com isto, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN), dá mais um passo importante no processo de retomada deste importante programa de compras governamentais de alimentos, que une quem produz a quem mais precisa ter garantido o acesso à alimentação saudável e adequada. Com a retomada da aplicação de recursos nessa política pública de forma equânime e contínua, é necessário que o Ministério, como órgão gestor, identifique os municípios que já executaram a política em anos anteriores e que estejam dispostos a iniciar as aquisições e doações de alimentos da forma mais ágil possível (Portaria MDS nº 899, de 17 /07/2023).

O presidente da Amams e prefeito de Padre Carvalho, José Nilson Bispo de Sá, o Nilsinho, salienta que os municípios interessados deverão preencher o formulário eletrônico até o dia 6 de dezembro. Entre as informações, o gestor que manifestar interesse deve detalhar o valor proposto, a previsão do volume de alimentos (em Kg) a ser adquirido, o número de beneficiários fornecedores – que são agricultores e agricultoras familiares – e o número de unidades recebedoras, que são as organizações responsáveis por receber e fornecer os alimentos aos beneficiários consumidores.

A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, esclarece que o envio da proposta é uma forma do município manifestar a expectativa de participar da ação e que sua aprovação passa pela avaliação da demanda e do escopo, da viabilidade do projeto, entre outros critérios definidos pela regulamentação da lei, além da existência de recursos financeiros no orçamento vigente. O Governo Federal recompôs o Orçamento de 2023, o volume de recursos disponibilizado para o PAA neste ano saltou de R$ 2 milhões, definidos pelo governo anterior, para R$ 810 milhões.

Além disso, o maior programa governamental de compras públicas de alimentos da agricultura familiar foi reformulado, com regras que, entre outras novidades, simplificam, de forma responsável, a participação de povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, negros e juventude rural e determinaram percentual mínimo de paridade na participação de mulheres (50%).

Um dos instrumentos para execução do PAA é o Termo de Adesão, que deve ser firmado junto às Unidades da Federação e municípios. Para garantir a operacionalização deste instrumento a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) normatiza todo o fluxo de adesão, pactuação, planejamento, execução e pagamento, um processo que ocorre totalmente por meio do Sistema de Informação.

Amams articula pela segurança alimentar
Amams destaca a importância de os municípios norte-mineiros aderirem ao PAA

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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