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Plataforma permite que peçam socorro pela internet em Minas

Pedir ajuda para as forças de segurança do Estado de Minas Gerais, como Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros agora também vai ser possível pela internet.

Pedir ajuda para as forças de segurança do Estado de Minas Gerais, como Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros agora também vai ser possível pela internet. O Emergência MG, um chat online, lançado nessa quarta-feira (29) pelo Governo estadual, vai atender em três plataformas diferentes e promete melhorar o atendimento às vítimas. O serviço vai funcionar inicialmente apenas na cidade de Lagoa Santa, na região Metropolitana de Belo Horizonte, mas, dentro de um mês, a previsão é que seja expandido para outros municípios.

“Vai ser implementado primeiramente Lagoa Santa para um período de testes, após esse período, ele começa a ser expandido de forma paulatina para outras cidades. A escolha da cidade foi pela proximidade com Belo Horizonte, por ser uma cidade atendida pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD), por não estar totalmente conturbada ainda com Belo Horizonte, o que dá pra gente fazer essa limitação geográfica, e outros critérios técnicos que as forças de segurança conjuntamente elegeram”, explicou o Superintendente de Integração e Desenvolvimento Operacional da Sejusp Bernardo Naves.

O serviço vai estar disponível no aplicativo de mensagens Telegram, basta abrir a plataforma, digitar Emergência MG e iniciar o chat. Também está disponível no aplicativo do Governo do Estado (MG APP) e pelo site www.emergencia.mg.gov.br.

“No MG APP, vai ser necessário fazer atualização do aplicativo. Ele já está disponível e é só a pessoa ir na primeira aba do menu, vai ter o Emergência 190, 193 ou 197. Clicar e automaticamente ele vai abrir o chat. A vantagem do MG APP é que a pessoa já vai estar logada e não precisa passar mais informações no processo de identificação junto ao chat. No site, quando ela entrar, vai precisar fazer todo o cadastro”, detalhou o subsecretário de transformação digital e atendimento ao cidadão Rodrigo Diniz.

Segundo o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD), onde as solicitações via internet serão atendidas, já acontecem cerca de 12.500 ligações de emergência por dia. Em 2022 foram atendidos 4.159.621 telefonemas. A Polícia Militar (190) é a corporação que mais recebe ligações segundo o Centro. O CIAD informou também que a qualidade do trabalho das equipes tem como indicador o “nível de serviço de atendimento telefônico”, cujo tempo máximo é de 10 segundos. De todas as chamadas atendidas, 98,31% cumpriram esta exigência.

Pelas ruas da primeira cidade a ser contemplada pelo serviço, Lagoa Santa, a população comemorou a iniciativa. O aposentado Antônio Carlos Carvalho Horta gostou da praticidade que o serviço vai possibilitar. “Quanto mais fácil for para chamar socorro para uma pessoa melhor, é importantíssimo isso. Acho muito legal”, avaliou.

Presente no evento, o Governador do Estado, Romeu Zema (Novo), falou como o projeto vai ampliar a abrangência de atuação dos servidores da segurança pública. “Através dessa ferramenta, nós temos absoluta convicção de que vamos dar um passo muito grande no sentido de podermos resolver diversos episódios que hoje são praticamente impossíveis de serem solucionados. Passaremos a ter o recurso de mensagem, a pessoa poderá estar mandando uma mensagem, e através dessa mensagem nós teremos aqui a condição de tomar as medidas. Teremos a geolocalização, em que a pessoa aciona o local onde ela está e no aplicativo o policial que atende passa a saber onde está aquela ocorrência. Outro ponto será o recurso de imagem, através de uma videoconferência será possível ajudar alguém que está enfrentando uma situação delicada, de uma criança que se engasgou, por exemplo”, afirmou.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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