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PACTO PELO TURISMO É APOSTA PARA DINAMIZAR NORTE DE MINAS

Articulação entre Circuitos Turísticos, instituições e bancos projeta expansão econômica em 2027

Com o encerramento do calendário eleitoral de 2026, os municípios mineiros e a gestão estadual voltam suas atenções para a consolidação dos orçamentos, definição de investimentos prioritários e formulação de alternativas para manter o crescimento econômico em 2027. Diante dos limites fiscais habituais da administração pública, o fortalecimento de vocações territoriais ganha centralidade nas diretrizes de desenvolvimento. Neste cenário, o turismo emerge não apenas como vetor cultural ou contemplativo, mas como uma indústria estratégica de serviços capaz de gerar empregos diretos, descentralizar renda e impulsionar cadeias produtivas inteiras no Norte de Minas.
Compreendendo que a riqueza natural do Sertão requer visão sistêmica e governança integrada para se transformar em ativos econômicos reais, os Circuitos Turísticos, lideranças do setor público, entidades privadas, instituições de ensino e agentes financeiros construíram o Pacto pelo Desenvolvimento Turístico do Norte de Minas. A iniciativa tem como meta diagnosticar os gargalos históricos de infraestrutura, capacitação e promoção da região, desenhando um Plano de Desenvolvimento Turístico Integrado e Sustentável com visão de longo prazo.
A abrangência territorial do pacto alcança a mesorregião Norte de Minas, composta por 89 municípios distribuídos em sete microrregiões — Bocaiúva, Grão Mogol, Janaúba, Januária, Montes Claros, Pirapora e Salinas. Trata-se de uma extensão geográfica de mais de 128 mil quilômetros quadrados que reúne atrativos consagrados no imaginário nacional e internacional, como as impressionantes formações do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, a paisagem histórica e arquitetônica da Cordilheira do Espinhaço em Grão Mogol, o leito do Rio São Francisco, a tradição da produção artesanal de cachaça em Salinas e as festas populares e gastronômicas ligadas aos frutos do cerrado.
A construção técnica do plano de trabalho foi viabilizada ao longo do ano por meio de reuniões e fóruns setoriais. A articulação reuniu a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário (Cimams), o Montes Claros e Região Convention & Visitors Bureau, a Prefeitura de Montes Claros por meio de sua Secretaria de Cultura e Turismo, além do suporte acadêmico e científico da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O ecossistema institucional é reforçado por órgãos estratégicos do Estado, como a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult-MG), Invest Minas, Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Emater, além do Sistema S (Sebrae, Senac, Sesc, Senar) e instâncias de governança regional (IGRs) como os circuitos Sertão Gerais, Lago de Irapé, Serra Geral, Serra do Cabral, Cachaça e Velho Chico.
O plano prevê a criação de mecanismos permanentes de gestão, incluindo o Fórum e o Conselho de Desenvolvimento Turístico do Norte de Minas, um Observatório de Turismo voltado à coleta contínua de dados estatísticos sobre o fluxo de visitantes e a realização anual do Salão de Turismo do Norte de Minas. Pelo lado do financiamento, a presença de instituições financeiras como o Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BDMG e Sicoob busca estruturar linhas de crédito focadas no trade turístico — beneficiando desde a hotelaria e a gastronomia até pequenos produtores rurais, artesãos e receptivos locais.
A expectativa dos organizadores e gestores do pacto é que a organização metodológica e a sinergia institucional consigam posicionar o Norte de Minas no mapa dos grandes investimentos privados nos próximos anos. Ao alinhar a infraestrutura de transporte e conectividade — como as melhorias operacionais no Aeroporto Mário Ribeiro, em Montes Claros — com o reposicionamento da imagem do Sertão mineiro, a região consolida o turismo como um pilar concreto de sustentabilidade, geração de receita e prosperidade socioeconômica para 2027 e os exercícios futuros.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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