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Norte de MG cria vagas e exige qualificação técnica

Com expansão produtiva, Sistema FIEMG oferta cursos e inovação para o mercado

O dinamismo do setor produtivo no Norte de Minas Gerais vive um momento de inflexão estratégica e crescimento acelerado na oferta de postos de trabalho. Dados do levantamento do panorama profissional elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) Regional Norte apontam para uma trajetória consistente e positiva na geração de empregos formais na região. Esse movimento contínuo de contratações com carteira assinada é impulsionado pelo desempenho expressivo e articulado de polos econômicos fundamentais, tais como Montes Claros, Janaúba, São Francisco, Salinas e Nova Porteirinha. O avanço é sustentado por investimentos crescentes em setores industriais considerados estratégicos para o estado, com destaque para os segmentos farmacêutico, da agroindústria, do setor têxtil, de energias renováveis e da construção civil.
Contudo, a rápida expansão da atividade produtiva traz à tona um obstáculo crítico e imediato para a sustentabilidade desse progresso: a escassez severa de mão de obra técnica devidamente qualificada. A criação contínua de novas postos de trabalho aumentou a pressão sobre o mercado de trabalho local, revelando um descompasso estrutural entre o perfil dos profissionais disponíveis e as exigências do parque industrial moderno. Diante do grande volume de investimentos projetados para o Norte de Minas, a capacidade das indústrias de preencher esses postos com trabalhadores qualificados tornou-se o fator decisivo para transformar crescimento econômico pontual em desenvolvimento regional duradouro. A ausência de técnicos especializados em áreas operacionais e tecnológicas ameaça gerar gargalos que podem comprometer a competitividade das cadeias produtivas no estado.
Para enfrentar essa encruzilhada de forma estruturada e garantir sustentabilidade ao ecossistema de negócios regional, o Sistema FIEMG atua de forma integrada por meio de suas casas operacionais e estratégicas no Norte de Minas. Na dimensão de inteligência corporativa e estratégia empresarial, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) aposta em soluções focadas em inovação, desenvolvimento de lideranças e modernização da gestão industrial. O IEL atua diretamente no fortalecimento das empresas regionais por meio de consultorias personalizadas e programas de capacitação executiva, oferecendo ferramentas para que os gestores consigam antecipar transformações mercadológicas, otimizar processos internos, elevar a produtividade e tomar decisões estratégicas em cenários de rápida transição tecnológica.
Simultaneamente, na base da formação profissional e na inserção da juventude no mercado de trabalho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) deflagrou seu novo ciclo de formação técnico-operacional. O SENAI abriu inscrições para o Programa de Aprendizagem Industrial em todo o estado de Minas Gerais, oferecendo oportunidades inteiramente gratuitas voltadas para jovens de 14 a 23 anos que buscam qualificação prática e a conquista do primeiro emprego formal. O programa diferencia-se no mercado por combinar a fundamentação teórica nas salas de aula e laboratórios do SENAI com a vivência prática diária diretamente no chão de fábrica de indústrias parceiras instaladas no estado.
Os cursos ofertados abrangem habilitações de alta demanda pelas fábricas regionais, incluindo especializações essenciais como Eletromecânica, Manutenção Mecânica de Máquinas Industriais, Eletricista de Manutenção Eletroeletrônica, Pedreiro de Edificações e Assistente de Programação Web. Com inscrições abertas até o dia 20 de outubro de 2026, o processo seletivo do SENAI prevê a realização de prova presencial em 14 de novembro, abrangendo conhecimentos de Língua Portuguesa e Matemática. Os candidatos aprovados e matriculados iniciarão suas atividades presenciais em janeiro de 2027, garantindo contratação como aprendizes pelas empresas do setor industrial com carteira de trabalho assinada e todos os direitos trabalhistas assegurados durante o período do curso.
A sinergia estruturada entre o mapeamento de contratações do Sistema FIEMG Regional Norte, o suporte gerencial e de inovação oferecido pelo IEL e a formação técnica massiva promovida pelo SENAI consolida uma verdadeira rede de sustentação para a economia do interior mineiro. A atuação conjunta responde diretamente ao risco de que a escassez de qualificação venha a desacelerar os novos aportes produtivos na região. Ao formar profissionais alinhados às demandas reais do mercado de trabalho e ao mesmo tempo preparar a gestão das empresas para os desafios do futuro, o Sistema FIEMG reafirma seu papel estratégico na construção de uma indústria forte, competitiva e geradora de desenvolvimento socioeconômico permanente para a população do Norte de Minas.
Essa visão integrada demonstra que o futuro da indústria mineira depende da capacidade de articular tecnologia, gestão eficiente e capital humano. O avanço das cadeias produtivas no Norte de Minas serve como modelo de como a parceria entre a iniciativa privada, entidades de classe e centros de formação profissional pode alavancar a produtividade local, garantir a inclusão de novos talentos e fortalecer a soberania econômica do estado frente às transformações do mercado global.

Indústria do Norte de Minas acelera expansão e exige capacitação profissional

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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