Serviço atende vítimas de violência e cuidadoras de pessoas com deficiência
Mulheres em situação de violência doméstica ou que exercem a função de cuidadoras de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras passam a contar com teleatendimento gratuito em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa “Acolhe Mais +”, lançada pelo Ministério da Saúde, disponibiliza até 100 mil consultas virtuais mensais em todo o país, superando barreiras de tempo, distância e deslocamento.
Em Minas Gerais, onde a escassez de profissionais especializados em municípios do interior ainda é um desafio, o atendimento remoto surge como uma porta de entrada decisiva para o cuidado. A medida permite que moradoras de cidades do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha recebam apoio psicológico diretamente de suas casas, com sigilo e segurança, integrando a escuta virtual à rede local de saúde e assistência social.
O programa oferece acompanhamento de até 10 sessões por usuária, conduzidas exclusivamente por psicólogas capacitadas para acolher demandas sensíveis. Nos casos que exigem atenção continuada, as pacientes são encaminhadas para Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou unidades básicas de saúde de seus municípios. Em situações de violência, a equipe realiza avaliação de risco e orientação para canais de emergência.
Para agendar a consulta, basta acessar o aplicativo Meu SUS Digital com a conta gov.br, selecionar a opção “Acolhe Mais +” e preencher o formulário de cadastro. A equipe faz o contato em até 24 horas para a escolha do horário. O serviço funciona de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.
A expansão do acesso à saúde mental reafirma que cuidar de quem cuida e proteger mulheres em vulnerabilidade é indispensável para promover a autonomia, a dignidade e a saúde pública no Brasil.
