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Flávio defende Ministério da Segurança com atuação em municípios e Estados

Candidato à Presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública no Brasil. De acordo com ele, é preciso ter uma pasta do governo que tenha capacidade de gestão conectada aos estados e municípios no que diz respeito ao combate ao crime. “Nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e polícias municipais”, afirmou em entrevista a jornalistas depois de se reunir com o ministro da segurança de El Salvador, Gustavo Villatoro. 

O parlamentar disse que, se eleito, será um “presidente muito municipalista“, com relação às pautas que estejam ligadas a este tema. “Vou ser um presidente muito municipalista, então eu quero dar esse suporte não apenas financeiro, mas de organização, de conexão, de troca de inteligência, de troca de informações entre todas as esferas de poder”.

O encontro entre Flávio e o ministro aconteceu em um hotel na capital paulista. De acordo com ele, a reunião foi muito “proveitosa”: “Ele é uma pessoa nessa pauta importantíssima para trazer as experiências positivas, o que deu certo lá, o que ele fez, o que ele priorizou”, disse. “Ele foi ali o responsável, junto do presidente Bukele, por implementar um dos maiores e mais eficazes resgates de soberania e devolver a segurança pública para o povo deles, o povo salvadorenho. Então é uma experiência que, obviamente, é possível que seja inspiradora para nós aqui no Brasil”.

No poder desde 2019, Nayib Bukele foi eleito com a promessa de eliminar a violência das gangues e rejuvenescer a economia estagnada do país. Uma de suas primeiras ações, em 2020, foi tornar legal o uso de força letal pela polícia e pelo Exército contra integrantes de gangues. Desde 2022, El Salvador está sob um estado de exceção aprovado pela Assembleia Legislativa do país a pedido de Bukele, com a justificativa de combater a então crescente taxa de homicídios.

Após o decreto do regime de emergência, o governo inaugurou o Cecot e passou a receber mais atenção do mundo quando o presidente americano Donald Trump fechou um acordo com o país para enviar presos acusados de integrarem a gangue venezuelana Tren de Aragua.

Analistas e observadores internacionais têm questionado as práticas do governo salvadorenho, considerando que elas “violam sistemicamente” os direitos humanos. Organizações como a Human Rights Watch e o Comitê contra a Tortura da ONU criticam o que consideram ser violações dos direitos da população. Os familiares de vários detidos denunciaram as prisões e as classificaram como injustas, alegando que muitos dos presos não têm qualquer relação com as gangues. Mais recentemente, a Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou reformas na Constituição, que, entre outras medidas, incluem a possibilidade de condenar menores de 12 anos à prisão perpétua, segundo uma publicação no Diário Oficial. Os deputados estabeleceram que seria aplicada prisão perpétua às pessoas condenadas por crimes como homicídio, feminicídio e estupro. 

O parlamentar disse que, se eleito, será um "presidente muito municipalista", com relação às pautas que estejam ligadas a este tema
O parlamentar disse que, se eleito, será um "presidente muito municipalista", com relação às pautas que estejam ligadas a este tema

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Augusto Cury cumpriu agenda em Montes Claros e apresentou propostas para o país. O candidato à Presidência da República Augusto Cury cumpriu agenda em Montes Claros, onde se reuniu com lideranças políticas, empresariais, comunitárias, religiosas e representantes do setor produtivo. A passagem pelo Norte de Minas, articulada pelo vereador e candidato a deputado federal PC Landim, serviu para apresentar propostas da candidatura e aproximar o debate nacional de temas considerados estratégicos para o desenvolvimento da região. Durante a programação, Cury esteve na Sociedade Rural de Montes Claros, onde foi recebido pelo presidente da entidade, Flávio Gonçalves Oliveira, e pelo diretor financeiro Osvaldo Miranda Júnior. O candidato também visitou a Prefeitura, onde se reuniu com o prefeito Guilherme Guimarães, e participou de encontros com a imprensa, lideranças e representantes de diferentes segmentos. Escritor, médico e pesquisador na área do comportamento humano, Cury colocou a educação e a saúde mental entre os principais pilares de sua candidatura. Na educação, defende a implantação do programa Escola da Inteligência em toda a rede pública, com foco no desenvolvimento de competências socioemocionais, como gerenciamento das emoções, empatia, resiliência, tomada de decisões e relacionamento interpessoal. A proposta parte da ideia de que a escola deve ir além da transmissão de conteúdos, preparando crianças e adolescentes para enfrentar conflitos, frustrações, escolhas e os desafios da vida contemporânea. Ao recordar sua trajetória, Cury falou sobre a infância pobre, os estudos em escola pública e as dificuldades que enfrentou até chegar à Medicina. “A vida é um grande contrato de risco. Risos e lágrimas, aplausos e vaias, sucessos e fracassos fazem parte da jornada”, afirmou. Em seguida, reforçou sua visão sobre as adversidades: “Nós não podemos jamais nos curvar à dor. Nós temos que usar os momentos mais difíceis para nos tornarmos pessoas que escrevem uma história que vale a pena ser vivida”. Ao falar de sua formação, destacou sua origem na escola pública. “Eu sou aluno de escola pública. A vida toda: ensino fundamental, ensino médio e, na universidade, na faculdade de Medicina.” E acrescentou: “Mesmo que o mundo não te aplauda e as pessoas não abram as portas para você, você tem que ter coragem para abrir as janelas.” Na área da saúde, o candidato propõe fortalecer a atenção primária e ampliar o acesso da população a psicólogos e psiquiatras pelo Sistema Único de Saúde, com maior investimento em prevenção e identificação precoce de problemas psicológicos e psiquiátricos. Em Montes Claros, relacionou a crise de saúde emocional também ao uso excessivo das tecnologias e aos desafios enfrentados pelas novas gerações. Outro ponto central de seu discurso foi a crítica à polarização política. Cury afirmou defender uma alternativa que ultrapasse a tradicional divisão entre direita e esquerda e concentre o debate nas necessidades concretas da população. “Eu não estou em cima do muro. Eu desci do muro, quebrei o muro e quero construir, com cada tijolo, pontes”, declarou. Ao explicar seu posicionamento, afirmou: “A minha mente é capitalista, com meritocracia, com empreendedorismo, com preservação da família, com liberdade de expressão, mas o meu coração é um coração social.” Para o candidato, “mais de 90% das dores humanas não têm cor partidária”. Cury disse ainda não pretender construir uma carreira política e classificou o ambiente político como excessivamente tóxico. “Eu não quero fazer carreira política. Eu nunca encontrei um ambiente tão tóxico, nunca encontrei um ambiente onde há tanta falta de solidariedade e generosidade.” Ao final, resumiu sua mensagem: “A dor de vocês importa.” No campo econômico, Cury defende a simplificação tributária, especialmente para pequenas e médias empresas, o incentivo à inovação e a criação de condições favoráveis para investimentos e geração de empregos. A proposta associa estímulo à atividade produtiva com responsabilidade fiscal e maior eficiência na gestão dos recursos públicos. O candidato também chamou atenção para os impactos que a inteligência artificial e a robótica poderão provocar no mercado de trabalho. Defendeu a criação de mecanismos de formação profissional e empreendedorismo, principalmente para os jovens, além de maior valorização do ensino técnico em áreas como tecnologia, informática, gestão, contabilidade e marketing. “Nós temos que preparar a nação brasileira para ser a nação mais empreendedora do planeta”, afirmou. Para Cury, o país precisa se antecipar às transformações tecnológicas. “Talvez milhões de empregos serão perdidos e, se nós não prepararmos a nação brasileira, nós vamos ver os jovens colapsarem.” Para o Norte de Minas, uma das propostas com maior potencial de repercussão é o **Brasil Oásis**, projeto voltado à transformação do semiárido em uma nova fronteira produtiva. A iniciativa reúne propostas de segurança hídrica, irrigação de precisão, reuso de água, expansão da energia solar, fortalecimento da fruticultura, tecnologia, agroindustrialização e atração de investimentos. A ideia é transformar limitações históricas do semiárido em oportunidades de desenvolvimento, ampliando a capacidade produtiva da região, a geração de empregos e a participação nos mercados nacional e internacional. Entre os objetivos estão o crescimento das exportações de frutas e o aumento da produção brasileira de alimentos. 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