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Setor rural enfrenta prazos de crédito e cobra controle de gastos públicos

Regras para dívidas são concluídas enquanto CNA critica o impacto dos juros altos

A regulamentação para a renegociação de dívidas rurais com juros equalizados entrou na fase final, estabelecendo 12 de novembro de 2026 como prazo limite para formalização pelas instituições financeiras. A medida, formalizada pela Portaria MF nº 2.423/2026, garante o repasse do Tesouro Nacional para subsidiar as taxas de linhas como o Pronaf e Pronamp. Contudo, analistas alertam que os recursos são finitos e dependem da capacidade operacional dos bancos, tornando urgente a entrega da documentação e o requerimento formal por parte dos produtores rurais para assegurar o alívio no fluxo de caixa.

Paralelamente às regras de crédito, a conjuntura econômica e o custo do financiamento geram forte apreensão no setor. Durante o evento Agenda Brasil, em São Paulo, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, criticou o descontrole das contas públicas e o impacto da taxa de juros sobre o investimento no campo. “O descontrole dos gastos públicos tornou a economia brasileira um ambiente hostil”, afirmou Martins, ressaltando que o agro está “abraçado” à crise de endividamento e defendendo o ajuste fiscal para preservar a capacidade produtiva e os empregos.

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