No Jequitinhonha e Norte de Minas, mulheres fortalecem negócios e liderança
No Vale do Jequitinhonha, o empreendedorismo feminino começa a ser enxergado não apenas como alternativa de renda, mas como instrumento de autonomia e transformação social. A experiência do programa Dona de Mim, desenvolvido pelo Grupo Mulheres do Brasil em parceria com a Sigma Lithium, já reúne mais de 2 mil mulheres e combina microcrédito, capacitação, acompanhamento e mentoria.
As próprias lideranças envolvidas resumem a dimensão desse movimento. Para Lígia Pinto, o empreendedorismo pode representar uma escolha capaz de ampliar a autonomia financeira e também ajudar mulheres a enfrentar situações de violência e dependência. “O Dona de Mim surge dessa ideia de que as mulheres podem empreender e é uma opção para elas, para a autonomia financeira, para combater a violência e enfrentar tantas questões. E deu certo”, afirma.
A relação com o território também aparece nas palavras de Alessandra Segantin, do Grupo Mulheres do Brasil, que define o Vale como “o do coração” entre os projetos desenvolvidos pela organização. Já Dani Chaves, coordenadora do programa na região, traduz o momento vivido pelas participantes: “É maravilhoso tudo que a gente tem visto, tudo que a gente tem plantado e agora está florescendo”.
No Norte de Minas, a mesma força aparece em outra frente. Cerca de 40 empreendedoras de Montes Claros, Janaúba e Porteirinha participaram do Fórum Estadual da Mulher Empreendedora, ampliando contatos e acesso a debates sobre liderança, inovação, tecnologia e gestão.
Em regiões onde oportunidades econômicas ainda são desiguais, essas mulheres mostram que empreender também é ocupar espaços, tomar decisões e construir autonomia. Jequitinhonha e Norte de Minas revelam, cada um a seu modo, uma nova agenda feminina para o desenvolvimento regional.