Com 69 postulantes, lista de candidatas abrange todos os estados
Apesar do avanço em números absolutos, as mulheres somam 22% do universo total de concorrentes ao cargo, frente a 78% de candidaturas masculinas. Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo lideram em volume, com cinco postulações cada. Na extremidade oposta, oito estados contam com apenas uma postulante. Por se tratar de uma eleição majoritária, a regra proporcional de cota mínima de 30% por gênero não se aplica ao Senado, porém a legislação assegura o repasse proporcional de ao menos 30% dos recursos do fundo eleitoral e do tempo de rádio e TV para as campanhas femininas.
O panorama eleitoral para o Senado Federal em 2026 traz um marco de abrangência territorial. Pela primeira vez desde 2014, o Tribunal Superior Eleitoral registrou candidaturas femininas em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, 69 mulheres disputam uma das 54 vagas abertas na Casa Alta, totalizando 22% dos postulantes. Os dados superam os números absolutos das eleições de 2022, quando 58 mulheres concorreram, e de 2018, que teve 62 inscritas.
A distribuição entre os estados mostra concentrações distintas. Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo registram cinco candidatas cada. Por outro lado, estados como Bahia, Alagoas e Tocantins possuem participação unitária. O regramento do pleito majoritário do Senado dispensa a reserva obrigatória de 30% das vagas para determinado gênero, exigida apenas nas disputas para deputados. Contudo, fica garantida a aplicação de no mínimo 30% das verbas do Fundo Partidário e do tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão nas campanhas promovidas por mulheres.