Ainda pequeno, ele chegou ao projeto sem imaginar que aquele espaço mudaria sua trajetória. Entre atividades, orientação e convivência, encontrou apoio para crescer, estudar e acreditar em si mesmo. Anos depois, retornou ao mesmo lugar — agora como presidente da instituição que o acolheu na infância. Essa é uma das muitas histórias que nasceram dentro do Projeto de Apoio à Criança (PAC), criado em 2000 em Montes Claros. A organização atua no desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e suas famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de ações socioeducativas, culturais e de fortalecimento de vínculos. Com média de 250 crianças atendidas por ano e cerca de 320 famílias beneficiadas, o PAC se consolidou como referência comunitária. As atividades são contínuas e incluem práticas esportivas, culturais, apoio pedagógico e acompanhamento psicossocial, sempre com foco na proteção e no desenvolvimento dos atendidos. Entre os destaques está o projeto Villa de Estrelas: Em Conjuntos Venceremos, que atende cerca de 280 crianças e adolescentes de 2 a 17 anos no contraturno escolar. A iniciativa oferece desde atividades esportivas, como futebol e artes marciais, até ações culturais, inclusão digital e espaços de escuta qualificada. O impacto vai além dos números. Histórias de ex-assistidos que hoje ocupam posições de destaque, como profissionais formados e até representantes públicos, demonstram a força de um trabalho que transforma realidades a longo prazo. “O PAC atua com compromisso e responsabilidade social, buscando oferecer oportunidades para quem mais precisa”, destaca o presidente Silwagner Roberto Silva de Azevedo Gomes Bispo.
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Três escolas de Montes Claros recebem a exposição coletiva itinerante “Filhos da Terra” com a proposta de democratizar o acesso à arte e valorizar a identidade cultural do Norte de Minas, além de levar história e pertencimento a estudantes de regiões socialmente vulneráveis da cidade.
A exposição na Escola Estadual Professora Dilma Quadros, será nesta sexta- -feira, 24/04; no dia 27/04, será a vez da mostra chega à Escola Estadual Salvador Filpi e no dia 30/04, a exposição será montada na Escola Estadual Irmã Beata. Em seguida, a mostra irá ocupar o hall de entrada do Centro Cultural Hermes de Paula, entre os dias 06 a 30 de maio.
A exposição reforça o compromisso do projeto com a formação de público e o acesso à cultura, promovendo o contato direto dos estudantes com produções artísticas que dialogam com sua própria história e território.
Formada por 12 artistas montes-clarenses, a exposição presta homenagem a importantes nomes da história e da cultura local, sendo Cyro dos Anjos, Hermes de Paula, Darcy Ribeiro, Mestre Zanza, Amelina Chaves, Marina Lorenzo Fernândez, Zezé Colares, Téo Azevedo, Socorro Cacicona, Mestre Nenzinho, Yara Tupinambá e Padre Henrique Munáiz.
Os artistas selecionados para a exposição foram: André Oliveira, André Ramos, Coite Junio, Daniela Rocha, Douglas Lima, Jani Lopo, João Pedro Prates, Letícia Maria, Lisley Maelly, Marcos Barros, Nicolas Dominik e Tati Meireles.
As obras exploram diferentes linguagens das artes plásticas, como pintura, escultura e mosaico, compondo um panorama sensível e plural das raízes culturais da cidade.
Com curadoria do artista.
Marcelo Dettognti e produção André Freitas, o projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento à Execução de Ações Culturais (PNAB) 01/2024, na categoria Produtos, subcategoria Exposições.
Marcelo Dettogni fala sobre o que a “Exposição Filhos da Terra” representa: “Ela tem por prioridade dois objetivos: a divulgação de novos talentos, na área das Artes Plásticas, da nossa região e homenagear nomes notáveis da cultura de uma forma geral da cidade de Montes Claros, filhos natos ou adotivos da nossa terra. Nesse contexto, a exposição vem trazer para a população, principalmente os mais jovens, a importância da memória e da apreciação da arte”, destacou Dettogni.
Um dos destaques da mostra é a obra do artista Marcos Barros, que homenageia Mestre Zanza e as tradicionais Festas de Agosto. “A obra, O Sol de Zanza, é inspirada nos desfiles das Festas de Agosto, quando o Mestre Zanza comandava, sob o sol forte do Norte de Minas, a mais tradicional das festas populares de Montes Claros. Ela celebra o dançar e os festejos dos Catopês, Marujos e Caboclinhos e foi inspirada no sol, astro maior do nosso sistema solar, e no mestre Zanza, astro rei da festa folclórica que comandou por mais de 70 anos o 1º Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário.