[views count="1" print="0"]

Abanorte Fruit Connections reúne cerca de 600 participantes

A região se consolida como referência na fruticultura do Brasil

Com cerca de 600 participantes de vários estados do Brasil e de outros países, a 5ª edição do Abanorte Fruit Connections, realizado em Janaúba, entre os dias 14 e 16 de abril, se consolidou como um dos mais importantes eventos da fruticultura brasileira Também fortaleceu a posição do Norte de Minas como referência na produção nacional de frutas.

 Com o tema central “A Origem do Futuro – do Norte de Minas para o Mundo”, o  encontro  reuniu  produtores, empreendedores, pesquisadores, investidores, lideranças do agronegócio,  instituições estratégicas do setor e representantes de órgãos públicos. Os participantes conheceram as principais novidades do setor, como acesso à inovação e novas tecnologias, além da troca de experiências.

 Um ponto alto do evento foi o elevado nível das mais 20 de palestras apresentadas por pesquisadores e especialistas renomados. Foram abordados temas relevantes de grande interesse dos produtores, como a defesa fitossanitária e a prevenção de doenças, posicionamento das frutas brasileiras no exterior, legislação ambiental, perspectivas da robótica para a fruticultura, sucessão familiar, planejamento estratégico, cooperativismo e conexões de mercado, entre outros.

 Um dos temas mais importantes discutidos durante o Abanorte Fruit Connections    foi a preocupação com a prevenção de pragas como a temida fusariun raça 4, que causa a doença conhecida como mal-do-Panamá, e que pode comprometer o cultivo e a produção de bananas.  Foram apresentados estudos que estão sendo feitas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na prevenção da chegada de doenças e também no desenvolvimento de frutas mais resistentes à pragas.

 Na oportunidade, foi lançado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) o Plano Estadual de Fitossanidade para o Norte de Minas.  A iniciativa visa o fortalecimento e a proteção das frutas produzidas na região para se evitar problemas com pragas e bactérias que possam implicar em barreiras comerciais.

 O presidente da Abanorte, Dirceu Colares, destaca a importância da produção norte-mineira para a fruticultura nacional e ressalta que o conhecimento disseminado durante o evento deverá trazer resultados práticos. “A região de Janaúba produz banana há mais de 30 anos. Temos desenvolvida toda uma tecnologia que nos permite responder por cerca de 70% de toda a banana prata consumida no país. Organizar um evento como esse é uma conquista para toda a região. Estamos muito felizes e agradecidos pela grandiosa participação de todos e acreditamos que tudo que foi debatido e apresentado traga resultados positivos para nossa região”, ressalta.

DIA DE CAMPO

Além de dois dias de painéis e palestras, o último dia do Abanorte Fruit Connections foi dedicado a experiências práticas e a visita técnica a fazendas da região. Os participantes puderam conhecer em loco algumas áreas de produção de frutas do Projeto Jaíba, que é o maior perímetro de irrigação da América Latina, com 40 mil hectares de frutas palantadas e mais 60 mil hectares em fase de implementação para a produção, recorrendo à captação de água do Rio São Francisco.

 Na viabilização e organização do  evento,  a Abanorte  contou com importantes parceiros como Sebrae, Banco do Nordeste, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) Cemig Agro, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Prefeitura Municipal de Janaúba, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e Universidade do Estado de Minas Gerais (Unimontes)

EMPREGO E RENDA

Dados da Abanorte mostram que a fruticultura do Norte de Minas gera receita anual de aproximadamente R$ 1,5 bilhão e movimenta R$ 1,1 bilhão em insumos (fertilizantes, máquinas e defensivos). Ao todo são cerca de 40 mil hectares de área irrigada com tecnologia de ponta. Além disso, o cultivo de frutas gera cerca de 53 mil empregos diretos nos municípios de Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Porteirinha, Nova Porteirinha, Verdelândia, Pedras de Maria da Cruz, Pirapora, Capitão Enéas, e parte dos municípios de São Francisco, Januária, Itacarambi, Manga e Montes Claros.

 Além de ter a banana como carro-chefe, o Norte de Minas produz outras frutas em larga escala, incluindo o limão, manga, mamão e uva que são exportados para várias partes do mundo. Recentemente, agricultores da região passaram a apostar na produção de cacau, café e até de açaí.

A região se consolida como referência na fruticultura do Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

Mudanças passam a valer em outubro e facilitam o retorno à doação, eliminam a idade máxima e aprimoram a triagem
Pessoas com mais de 70 podem continuar doando sangue
O objetivo é avaliar como ampliar serviços, como exames e procedimentos disponibilizados à população
Grupo discute ampliação de serviços e inovação
Em todo o país, 77% dos municípios estão cobertos com serviços móveis de consultas, exames e cirurgias
Carretas atendem 1 milhão de procedimentos
O lançamento da campanha de Apadrinhamento de Natal ocorreu no auditório da Ejef, em Belo Horizonte
Solidariedade e Pertencimento: O Natal da Criança Acolhida em Minas Gerais
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas
Terceira unidade do país vai apoiar todo o Sudeste em casos de ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos ligados ao El Niño
Força Nacional do SUS recebe base regional no Rio para atender o Sudeste
Primeiro produto da plataforma nacional, vacina contra a Covid-19 avança para testes clínicos
Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
MS destaca ações para enfrentar a judicialização
Norte de MG cria vagas e exige qualificação técnica
SUS anuncia próteses dentárias digitais em todo o país
Mulheres representam mais de 63% dos atendimentos
Farmácia Popular pode gerar economia de até R$ 8,8 mil
STF unifica critérios e prazos da licença-maternidade
Brasil defende produção regional e acesso equitativo
Sancionada lei do Move Brasil para frotas urbanas
AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização
Produtores levam pautas a Domingos Sávio
Feagro 2026 começa nesta quarta
Déficit de R$ 10,5 torna-se ameaça e oportunidade para o PPAG
Codevasf promove Seminário de Apicultura
Feira agro movimenta Montes Claros