[views count="1" print="0"]

Entidades reclamam queda de R$ 87 mi nos municípios

Os municípios do Norte de Minas ficaram sem receber R$ 87 milhões de repasses estaduais e federais, como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e emendas parlamentares.

Os municípios do Norte de Minas ficaram sem receber R$ 87 milhões de repasses estaduais e federais, como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e emendas parlamentares.

Os dados são do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, que participou na manhã dessa terça-feira (19), do evento “AMM nas Micros”, realizado no auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), em Montes Claros. Paulo Ziulkoski, que falou de maneira virtual, em reunião que mobilizou prefeitos da área mineira da Sudene, como Norte, Centro, Noroeste de Minas, Vales do Jequitinhonha e Mucuri e envolveu três associações municipalistas e quatro consórcios.

Na abertura do evento, José Nilson Bispo de Sá, presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) e prefeito de Padre Carvalho mostrou a preocupação dos prefeitos com a queda dos repasses, com ênfase para o FPM e ICMS, e alertou aos prefeitos que está vindo agora o pagamento do piso da enfermagem, em medida que merece todo apoio, destacou.

Segundo ele, a categoria ficou na linha de frente da pandemia coronavírus, porém os municípios de índice 0.6, receberam R$ 35 mil e se der o piso da enfermagem, terá uma despesa de R$ 100 mil, não conseguindo assumir este déficit. Ele mostrou a importância de união dos prefeitos, para pressionaram os deputados e senadores e exigirem que o governo federal mude este cenário.

MONTES CLAROS – O viceprefeito Guilherme Guimarães reforçou o apoio de Montes Claros nesta luta, ao frisar que o Norte de Minas é um só, e mesmo com Montes Claros tendo uma realidade diferenciada, tem os bônus de ser uma cidade polo da região, mas reconhece a crise dos municípios.

No caso específico do piso da enfermagem, ele lembrou que as prefeituras, quando receberem os recursos precisam planejar, além dos repasses aos profissionais, como os encargos sociais e 13º salários, sob risco de serem surpreendidos com a necessidade de complementarem. Contudo, mostrou que os municípios precisam adquirir autonomia para sobreviverem e não ficarem refém de ajuda do Estado ou da União. Isto passa por identificarem suas potencialidades e a viabilizarem como fonte de renda, justificou.

Por sua vez, o presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams) e prefeito de Patis, Valmir Morais da Sá, reforçou que muitos colegas estão sofrendo demais com a queda do FPM e do ICMS, e lembrou que a união das entidades municipalistas é uma demonstração da união dos prefeitos do Norte de Minas.

O prefeito de Buritizeiro Pedro Henrique Braga e presidente da Associação dos Municípios do Médio São Francisco (Ammesf) lembrou que muitos gestores estão sem saber como sobreviver diante da crise com a queda dos recursos e que os recursos em Brasília são dos municípios e deveriam voltar para atender aos moradores.

Já o presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas (Codanorte) e prefeito de Francisco Dumont, Eduardo Rabelo lembrou que os atuais prefeitos estão sofrendo com a queda dos repasses e acabam sendo vítimas de opositores, que aproveitam este cenário para fins eleitorais.

José Aparecido Mendes, prefeito de Janaúba, falando em nome do Consórcio União da Serra Geral lembrou que 75% de tudo arrecadado no Brasil fica retido em Brasília e por isto a luta é para aumentar o repasse aos municípios e alertou que querem tirar das prefeituras o ISS, única fonte municipalista para deixar os municípios de “pires nas mãos”.

O prefeito de Juvenília, Juvenal Rômulo Marinho, presidente do Cisrun/Samu no Norte de Minas mostrou que não adianta ficar procurando culpados, mas cabe as entidades municipalistas lutarem pela melhoria dos repasses.

Rutílio Cavalcante, prefeito de Urucuia e diretor regional da AMM, sugeriu que se mudasse os critérios de repasses dos municípios, pois quem tem 800 habitantes ou 10 mil habitantes, recebe o mesmo valor. Sua sugestão é que se crie um repasse abaixo e outro acima de 5 mil habitantes.

AGRAVAMENTO – O deputado estadual Arlen Santiago alertou que existe risco do quadro se agravar, pois a classe empresarial está desmotivada e com isto não investe e deixa de gerar impostos. Ele ainda lembrou que Minas Gerais será impactado com esta situação pela falta de recursos nos municípios.

Entidades reclamam queda de R$ 87 mi nos municípios
Evento realizado na sede da Amams deixa gestores preocupados com a queda de repasses

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

Mudanças passam a valer em outubro e facilitam o retorno à doação, eliminam a idade máxima e aprimoram a triagem
Pessoas com mais de 70 podem continuar doando sangue
O objetivo é avaliar como ampliar serviços, como exames e procedimentos disponibilizados à população
Grupo discute ampliação de serviços e inovação
Em todo o país, 77% dos municípios estão cobertos com serviços móveis de consultas, exames e cirurgias
Carretas atendem 1 milhão de procedimentos
O lançamento da campanha de Apadrinhamento de Natal ocorreu no auditório da Ejef, em Belo Horizonte
Solidariedade e Pertencimento: O Natal da Criança Acolhida em Minas Gerais
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas
Terceira unidade do país vai apoiar todo o Sudeste em casos de ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos ligados ao El Niño
Força Nacional do SUS recebe base regional no Rio para atender o Sudeste
Primeiro produto da plataforma nacional, vacina contra a Covid-19 avança para testes clínicos
Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
MS destaca ações para enfrentar a judicialização
Norte de MG cria vagas e exige qualificação técnica
SUS anuncia próteses dentárias digitais em todo o país
Mulheres representam mais de 63% dos atendimentos
Farmácia Popular pode gerar economia de até R$ 8,8 mil
STF unifica critérios e prazos da licença-maternidade
Brasil defende produção regional e acesso equitativo
Sancionada lei do Move Brasil para frotas urbanas
AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização
Inscrições para concurso da Unimontes terminam neste fim de semana
Brasileiros voltam às urnas neste domingo
Protestos e inflação pressionam a economia da Europa
Tensão militar e disputas de mercado marcam a Asia
Presidente do TSE solicita aos TREs ampla divulgação