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Governo de Minas destaca ações da Defesa Civil

Nos últimos anos, o Estado por meio Cedec já destinou mais de R$ 90 milhões, destaca vice-governador Mateus Simões

Com a previsão de uma semana marcada por instabilidade atmosférica e volumes elevados de chuva em diversas regiões do Estado, entre a última sexta-feira (17/1º) e este sábado (24), o Governo de Minas Gerais, em parceria com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG), já tem pronto um conjunto robusto de ações estruturantes para fortalecer a prevenção e a resposta a desastres nos 853 municípios mineiros.

“A Defesa Civil começou a se preparar para o período chuvoso ainda no início do ano passado. Mais de 6 mil agentes municipais foram capacitados para a resposta no momento da emergência. Além disso, estão sendo distribuídos kits de socorro humanitário, de dormitório e limpeza, para garantir que a assistência possa chegar imediatamente às pessoas atingidas pelas chuvas neste período”, ressalta o vice-governador Mateus Simões.

 Nos últimos anos, o governo estadual realizou o maior investimento da história em proteção e defesa civil, destinando mais de R$ 94 milhões à aquisição de 513 kits, compostos por viatura 4×4, notebook, trena digital e coletes reflexivos. Ao todo, 494 municípios já foram contemplados. Nessa quarta-feira (21/1o), Mateus Simões e o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende.

governo faz a maior preparação da história para o período chuvoso. São ações que envolvem todas as secretarias de Estado. Estamos trabalhando em bacias de contenção, ações de autoproteção nas escolas, além da entrega dos kits de defesa civil, que possuem viaturas, drones com imagem termal, luz de cena, geradores, coletes, notebooks e diversos outros itens que têm nos permitido ajudar os municípios mineiros”, destaca o coronel Paulo Rezende.

Todas essas ações fizeram com que Minas Gerais se consolidasse como referência nacional em gestão de riscos e desastres, com iniciativas inéditas e ampliação de alertas à população e fortalecimento contínuo das Defesas Civis municipais.

Inaugurado em novembro de 2024, o Centro de Inteligência em Defesa Civil (Cindec) é uma iniciativa inédita no Brasil, criada para integrar tecnologia e informação e tornar as respostas a emergências mais rápidas e eficientes.

O centro conta com painel de monitoramento em tempo real e equipe especializada para análise de dados, integrando informações de áreas como infraestrutura, saúde e meio ambiente, o que permite ações mais coordenadas e decisões baseadas em evidências.

Em dezembro do ano passado, a Defesa Civil passou a integrar oficialmente o aplicativo Emergência MG, ampliando a atuação conjunta com as forças de segurança. Pela plataforma, o cidadão pode solicitar apoio, registrar ocorrências de risco, pedir vistorias preventivas, denunciar irregularidades e acessar informações importantes. Também é possível enviar fotos, compartilhar localização, realizar chamadas e receber alertas meteorológicos, boletins informativos e conteúdos de capacitação.

O serviço é mantido pela Companhia de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Prodemge) e pode ser acessado neste site, pelo MG App e pelo Telegram, buscando por Emergência MG. Por meio do número 40199, os mineiros podem receber alertas meteorológicos diretamente no celular, bastando enviar o CEP. Minas Gerais ocupa atualmente o terceiro lugar no Brasil em número de cadastrados no sistema.

DEFESA CIVIL ALERTA

O sistema utiliza a rede de telefonia celular para emitir alertas gratuitos, com mensagens de texto e avisos sonoros que interrompem qualquer conteúdo na tela do aparelho, inclusive no modo silencioso. O serviço funciona em áreas com cobertura 4G ou 5G, sem necessidade de cadastro prévio, e garante que informações críticas cheguem rapidamente às populações em risco.

Até o momento, Minas Gerais possui 46 municípios em situação de emergência após ocorrências relacionadas às chuvas. Foram registrados três óbitos (Sabará, São Tomé das Letras, Pouso Alegre). Em todo o Estado, foram registrados 457 desabrigados (pessoas que necessitam de abrigo público, como habitação temporária, em função de danos ou ameaça de danos em seus domicílios) e cerca de 3 mil desalojados (pessoas que, em decorrência dos efeitos diretos do desastre, desocuparam seus domicílios, mas que se deslocam para casa de parentes ou amigos). Evite sair de um local seguro durante as chuvas. Aguarde a chuva diminuir ou encerrar. Mantenha-se atento aos níveis da água. Procure um lugar seguro ao sinal de aumento do nível. Mantenham as portas e janelas da casa fechadas para evitar a entrada de ventos fortes. Não deixe crianças brincarem na chuva ou em enxurradas. Há risco de doenças e acidentes. Se for levado pelas águas, procure agarrar-se em algo que flutue. Não se arrisque em atravessar as ruas e áreas alagadas a pé ou com veículos. Retire todo o lixo e leve-o para áreas não sujeitas a inundações.

RAIOS

Não se proteja embaixo de árvores, pois elas podem cair e atrair raios. Busque abrigo em veículos ou edificações. Se estiver ao ar livre e sem abrigo, fique agachado, com os pés juntos e a cabeça abaixada, mantendo-se o mais baixo possível. Desconecte os aparelhos elétricos da corrente elétrica para evitar curtos circuitos. Se sua casa apresentar trincas ou outras alterações estruturais, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros (telefone 193) e a Defesa Civil de seu município (telefone 199) para avaliar o imóvel, antes do retorno à casa. Somente retorne se as águas baixarem e o caminho estiver seguro.

Evite contato com as águas de inundações/alagamento. Elas estão contaminadas e podem provocar doenças. Só entre na água se for absolutamente necessário, usando botas de borracha. Remova a lama e o lixo do chão, das paredes, dos móveis e utensílios. Não use equipamentos elétricos que tenham sido molhados. Lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas de inundação/alagamento. Evite beber água ou comer alimentos que tiveram contato com as águas da inundação/alagamento, pois eles podem estar contaminados.

Nos últimos anos, o Estado por meio Cedec já destinou mais de R$ 90 milhões, destaca vice-governador Mateus Simões

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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