A Polícia Federal (PF) prendeu duas pessoas, de 18 e 35 anos, em flagrante durante uma operação realizada na manhã dessa terça-feira (4/11), nas cidades de Lontra e Varzelândia, no Norte de Minas. A ação teve como foco o combate ao armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram celulares e outros dispositivos eletrônicos contendo conteúdo ilícito. Os materiais foram apreendidos e encaminhados para perícia técnica.
ORIGEM DA INVESTIGAÇÃO
– Segundo a PF, as investigações começaram depois do repasse de informações por autoridades estrangeiras especializadas na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, que detectaram arquivos de conteúdo sexual envolvendo menores associados a contas mantidas em plataformas online.
Os levantamentos iniciais apontam que os dois investigados armazenavam cerca de 956 mídias com esse tipo de material em nuvem virtual. A análise segue em andamento para apurar se houve também compartilhamento dos arquivos, o que agravaria a pena. Apenas pelo crime de armazenamento, previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os suspeitos podem pegar até quatro anos de prisão.
PRISÃO EM JOSENÓPOLIS
– Em outubro, um homem (42 anos) também foi preso em flagrante pela Polícia Federal em Josenópolis, durante uma operação nacional de combate a crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes cometidos, principalmente, pela internet. A PF informou que ele havia armazenado em sua conta pessoal na internet 754 mídias de abuso, adquiridas entre 2020 a 2024. O celular do suspeito foi apreendido.
ALERTA E ORIENTAÇÃO
– A Polícia Federal reforçou a importância de pais e responsáveis acompanharem as atividades on-line dos filhos, alertando para os riscos de abusos virtuais. De acordo com o órgão, observar mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou sigilo exagerado sobre o uso do celular e do computador, pode ser crucial para identificar situações de risco.
A PF orienta que crianças e adolescentes devem ser instruídos a denunciar contatos inadequados e a buscar ajuda de familiares ou autoridades. “A prevenção é a forma mais eficaz de proteção. Informação salva vidas”, destacou o órgão em nota.