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Deputado defende reajuste emergencial da Tabela SUS

DEPUTADO ARLEN Santiago durante a sua participação no Encontro Nacional de Legisladores

Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual Arlen Santiago teve atuação de destaque durante o 1º Encontro Nacional de Legisladores das Comissões de Saúde das Assembleias Legislativas, realizado na segunda-feira (20/10), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O evento reuniu representantes de todos os Estados com o objetivo de fortalecer a atuação dos parlamentos estaduais na formulação, fiscalização e financiamento das políticas públicas de saúde.

Durante sua participação, Arlen Santiago foi categórico ao apontar a urgente necessidade de revisão da Tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), instrumento que, segundo ele, se encontra totalmente defasado e desconectado da realidade econômica do país.

“Estamos falando de uma tabela que ainda paga, em média, R$ 10 por consulta médica, exatamente o mesmo valor praticado quando o salário mínimo era R$ 380, em 2007. Hoje, o mínimo está em R$ 1.518, e a remuneração continua a mesma. Isso é inviável, insustentável e injusto com os profissionais de saúde e com a população que depende do sistema”, destacou o parlamentar.

REAJUSTE EMERGENCIAL

 Arlen Santiago defendeu um reajuste emergencial da Tabela SUS, com prioridade para cirurgias oncológicas, procedimentos ambulatoriais de alta demanda e atendimentos de urgência e emergência. Propôs também a criação de um Fundo Federal de Compensação para os hospitais que atuam majoritariamente pelo SUS, a implementação de um modelo de cofinanciamento estadual contínuo, com incentivos baseados em resultados e eficiência, além da institucionalização de uma Frente Nacional Legislativa dedicada à construção de uma nova Tabela SUS, com revisões periódicas baseadas em critérios técnicos e inflacionários.

Segundo ele, os efeitos da defasagem da tabela são visíveis e graves. “Temos hospitais filantrópicos sufocados financeiramente, profissionais desestimulados, escassez de especialistas em áreas críticas como cirurgia oncológica e filas crescentes de espera. A consequência disso é a judicialização da saúde e a desassistência, especialmente em regiões vulneráveis”.

EXPERIÊNCIAS MINEIRAS

 O deputado também apresentou a experiência de Minas Gerais como exemplo de resposta articulada aos desafios do SUS. Ele destacou iniciativas como o programa “Opera Mais”, que realizou 230 mil cirurgias eletivas em 2024, com investimento estadual de R$ 361 milhões, e o programa “Saúde Aqui Tem Pressa: Cuidar na Hora Certa”, que vem ampliando o acesso à mamografia de rastreamento, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento do câncer, e fortalecendo o monitoramento dos casos em todas as microrregiões do Estado.

Arlen ressaltou ainda a modernização da Regulação Assistencial com a Regulação 4.0, que está reformulando o sistema SUSFácil com o uso de inteligência artificial, visando agilizar o acesso da população aos serviços de saúde. “Estamos investindo na modernização da gestão, na ampliação do acesso e no fortalecimento da estrutura hospitalar. Mas sem uma revisão justa do financiamento federal, continuaremos enxugando gelo”, alertou Arlen Santiago.

LEGISLATIVO

De acordo com o parlamentar, o Legislativo mineiro tem cumprido papel fundamental nesse processo. A Comissão de Saúde da ALMG, presidida por ele, tem atuado de forma fiscalizatória e propositiva, realizando audiências públicas, dialogando com o Governo Federal e promovendo pressão técnica por melhorias estruturais. Arlen afirmou que a Assembleia de Minas mantém uma postura firme na defesa do direito à saúde, com qualidade e viabilidade econômica, e reafirmou o compromisso de continuar cobrando providências concretas para a sustentabilidade do SUS.

“Nossa atuação é inegociável na defesa do direito à saúde com qualidade, eficiência e viabilidade econômica. Fazemos audiências públicas, dialogamos com o Governo Federal e pressionamos tecnicamente por mudanças estruturais. O parlamento mineiro não se omite diante da crise do SUS”, afirmou Santiago.

Ao final do evento, os legisladores presentes avançaram na proposta de construção de uma carta nacional de reivindicações e compromissos dos parlamentos estaduais pela saúde, a ser entregue ao Congresso Nacional, ao Ministério da Saúde e aos governadores. Para Arlen Santiago, a mobilização conjunta dos estados é fundamental para garantir um SUS mais justo, moderno e capaz de atender com dignidade a população brasileira.

DEPUTADO ARLEN Santiago durante a sua participação no Encontro Nacional de Legisladores

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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