[views count="1" print="0"]

AMM alerta prefeituras para FPM 2026

Entidade aponta que redistribuição atingirá 340 municípios com perdas e 500 com ganhos em Minas

A Associação Mineira de Municípios (AMM) divulgou estudo que projeta os efeitos das novas estimativas populacionais do IBGE — publicadas na Portaria nº 1.098, de 27 de agosto de 2025 — sobre os coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para 2026. O levantamento mostra um cenário de forte redistribuição em Minas Gerais, estado com o maior número de municípios do país (853). Segundo os dados, 340 cidades mineiras terão redução de coeficiente, 500 registrarão crescimento e 13 permanecerão estáveis.

O estudo da AMM ressalta que 65% dos municípios mineiros estão concentrados nas faixas mais sensíveis (coeficientes 0,6 e 0,8), o que torna o estado especialmente vulnerável a oscilações populacionais. Além disso, destaca que cada variação de 0,2 no coeficiente representa, em média, R$ 6 milhões anuais a mais ou a menos nos cofres municipais.

“O FPM é a principal fonte de arrecadação da maioria das cidades mineiras, especialmente as pequenas. Antecipar e compreender os impactos dessas mudanças é fundamental para garantir previsibilidade, planejamento estratégico e fortalecimento da gestão municipal”, aponta a análise elaborada pela assessora do Departamento de Economia da AMM, Angélica Ferreti.

Diante do novo cenário, a AMM tem orientado os gestores a adotarem medidas de planejamento fiscal adequadas: os municípios que terão ganhos precisam estruturar investimentos sustentáveis e com impacto social positivo, enquanto aqueles que enfrentarão perdas devem preparar ajustes gradativos para manter o equilíbrio das contas públicas.

IMPACTOS -Embora a população mineira tenha apresentado crescimento modesto de 0,33% em relação a 2024, passando de 21,32 milhões para 21,39 milhões de habitantes em 2025, o impacto local é expressivo. Municípios que avançaram de faixa, como Esmeraldas, Frutal, Santa Margarida e Teófilo Otoni, terão incremento proporcional na receita do fundo. Já municípios como Francisco Sá, que perderam coeficiente, enfrentarão queda nos repasses — ainda que temporariamente suavizada pela Lei Complementar nº 198/2023.

Considerada uma importante conquista do movimento municipalista, a LC 198/2023 funcionou como um “amortecedor fiscal” ao congelar os coeficientes em 2023 e estabelecer um redutor gradual aplicado ao longo de dez anos, a partir de 2024. A medida garantiu previsibilidade, mas não eliminou a perda estrutural. “Com esse estudo, a AMM reforça seu papel de apoiar e orientar os municípios mineiros, fornecendo dados técnicos que permitem aos prefeitos e equipes de gestão tomarem decisões mais seguras diante de mudanças estruturais no sistema de transferências constitucionais”, destaca o presidente da AMM e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão.

Entidade aponta que redistribuição atingirá 340 municípios com perdas e 500 com ganhos em Minas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

O lançamento da campanha de Apadrinhamento de Natal ocorreu no auditório da Ejef, em Belo Horizonte
Solidariedade e Pertencimento: O Natal da Criança Acolhida em Minas Gerais
Sancionada lei do Move Brasil para frotas urbanas
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas
Terceira unidade do país vai apoiar todo o Sudeste em casos de ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos ligados ao El Niño
Força Nacional do SUS recebe base regional no Rio para atender o Sudeste
Primeiro produto da plataforma nacional, vacina contra a Covid-19 avança para testes clínicos
Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
MS destaca ações para enfrentar a judicialização
larissa jaiba
Minas Urbano incentiva jovens em Jaíba
CORAÇÃO DE JESUS
Credinor patrocina Vaquejada de Coração
AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização
Padre realizará romaria em julho
Atendimento ao CAIC Maracanã
Prorrogado prazo para isenção da taxa de inscrição do Enem
Filhos da Terra” leva arte e identidade a escolas públicas
Esquadrão da Vida atua há mais de três décadas no cuidado e prevenção em comunidades
Maus-tratos poderão ter sistema nacional
Feira Brasil na mesa começa hoje
Espetáculo premiado chega a Bocaiuva e Diamantina
SECA COLOCA BOCAIUVA E BERIZAL EM EMERGÊNCIA
MPF COBRA SENTENÇAS PARA TITULAR QUILOMBOS EM MG
Solidariedade e Pertencimento: O Natal da Criança Acolhida em Minas Gerais
Indústria alavanca saldo positivo no Norte de Minas