A poetisa montes-clarense Vera Lúcia Veríssimo de Souza, mais conhecida como Vera Veríssimo conta um pouco de sua história na zona rural. Ela foi criada na Fazenda Cachoeira, localidade rural de Traíras, perto de Morro Vermelho – município de Montes Claros – num casarão de mais de 200 anos que seu pai e sua mãe viveram e criaram 17 filhos e três de adotivos, “mas vivíamos feliz por lá”, diz. Naquela localidade, eles conseguiram sustentar a sua família, moendo cana-de-açúcar, fazendo farinha e tirando leite das vacas.
O pai dela era um médio fazendeiro e se chamava Valdir da Silva, sua mãe era Cipriana de Souza.
Segundo a professora, “ali meus pais viveram quase 100 anos, então como nós estamos na primavera eu vou falar um poema.primavera, ainda está na primavera os campos estão floridos com flores de perfume natural os beija-flores no vai e vem forma um grande mural as borboletas vermelhas, brancas, azuis e amarelas pousam de flor e flor cada uma mais bela”.
“Na primavera, a chuva vai caindo a natureza agradece os pássaros gorjeando no sertão é só alegria desde quando amanhece o dia até o anoitecer viva a primavera”,conta à reportagem do NOVO JORNAL DE NOTÍCIAS.
Vera Veríssimo já residiu no Povoado de São Geraldo II, mas atualmente mora na Avenida Coração de Jesus, Bairro São Geraldo – Região do Grande Major Prates, onde além de escrever e decamar poemas – desenvolve textos literários
Mesmo com deficiência visual, a idosa faz artesanato com argila, de forma a valorizar a cultura regional – de Montes Claros e sempre se apresenta e participa quase todos os anos do Psiu Poético, em outubro, coordenado pelo poeta e agitador cultural Aroldo Pereira, no Centro Cultural Hermes de Paula, que completa 38 rumo aos 40 anos, nesta quarta-feira (13), no Centro Histórico de Montes Claros, à noite, resume ao NJN.
Também participa ativamente do Programa “Cante com a Gente”, durante a semana, às 18 horas, do radialista e ex-prefeito Zé Vicente, da Rádio Terra AM, de seu filho cantor, apresentor e advogado Álvaro Vicente.