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Amams recebe máquina que produz água potável

O secretário executivo da Amams, Fellipe Leal recebeu máquina que produz água potável a partir do ar

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) recebeu na manhã dessa segunda-feira, uma máquina com tecnologia israelense que produz água potável a partir do ar. A máquina foi instalada na sede da entidade para servir de teste e projeto piloto, tendo como um dos objetivos alternativa para atender aos flagelados pela seca do Norte de Minas. O equipamento foi instalado pela empresa H2 Água do Ar, sediada em Lagoa Santa, na Grande Belo Horizonte. Esta tecnologia está sendo testada também no município de Tauá, no Ceara. A Amams quer conhecer os resultados alcançados, e se aprovada a tecnologia, apresentará o pro jeto ao Governo de Minas para que o equipamento seja adquirido pelo Estado e doado às famílias que têm o abastecimento de água comprometido, especialmente para o consumo humano.

Na última quinta-feira, 17, o diretor executivo da empresa H2 Água do Ar, Anderson Magno da Silva e coordenador regional no Norte de Minas, Daniel Pereira, se reuniram na sede da Amams, com o secretário executivo Fellipe Leal, quando apresentaram o projeto e convidaram a entidade para ser parceira nesta iniciativa em Minas Gerais, tendo em vista o porte da Associação e ainda seu poder de mobilização e articulação. A máquina tem capacidade de produzir de 10 litros de água por dia, absorvendo o ar do ambiente em que está instalada. A quantidade oscila em razão do porte da máquina, existindo equipamentos com capacidade dia superior a 500 litros. O equipamento de tecnologia israelense, vem sendo produzido na China.

O secretário executivo da Amams, Fellipe Leal, destacou que toda ideia ou projeto que tenha como finalidade amenizar ou até resolver o problema do abastecimento de água, especialmente para consumo humano, merece toda atenção e será avaliado pela entidade.

O presidente da Amams e prefeito de Padre Carvalho, José Nilson Bispo de Sá, o Nilsinho, salienta que tem conhecimento desta tecnologia desenvolvida em Israel, onde está o deserto do Saara e com bons resultados. Lembra que aproximadamente 50 mil famílias do Norte de Minas são abastecidas através de caminhões pipas, com cada pessoa recebendo em média 20 litros de água por semana. Se esta tecnologia israelense der certo, com a produção mínima de 10 litros por dia, implica que serão 70 litros por semana e com isto, amenizaria consideravelmente o problema gerado pela seca, no tocante ao consumo humano. O dirigente municipalista frisa que neste ano, o Norte de Minas está sendo abençoado com a chegada do período chuvoso em outubro, quando era comum em novembro, para alivio geral do homem do campo.

A Amams quer aprofundar os estudos sobre a praticidade do equipamento, pois necessitando de fonte de energia, seria necessária a adequação para atender às famílias que também estão desprovidas deste serviço, vez que comunidades rurais ainda não contam com energia elétrica.

O secretário executivo da Amams, Fellipe Leal recebeu máquina que produz água potável a partir do ar

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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