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Conjunto habitacional cobra infraestrutura

Sem água e esgoto, famílias estão jogadas à própria sorte, com risco de contraírem doenças

Os problemas sociais se agravam com o passar do tempo em Montes Claros, sem que a administração municipal tome providências para combatê-los e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Um exemplo claro disso é o Conjunto Habitacional do Jardim Panorama II, em que 16 famílias vivem em condições precárias, sem a mínima infraestrutura como água, energia e esgoto, expostas aos riscos de contraírem doenças. A situação se registra há anos, com o esgoto correndo a céu aberto, sem que a Prefeitura tome providências para revertê-la. Embora tenha conhecimento dele, os 23 vereadores da Câmara Municipal também não se movimentam para tentar solucionar o problema, que se agrava dia após dia.

A reportagem do NOVO JORNAL DE NOTÍCIAS esteve no local e constatou a gravidade do quadro, que incomoda aos moradores, que protestam contra as autoridades competentes, pela inércia em relação à questão. Localizado nas proximidades dos bairros Panorama e Ibituruna, de classe média e alta, o Conjunto Habitacional reflete a falta de atenção das autoridades municipais com o bem-estar de famílias humildes, afirma o morador Darcy Soares dos Santos, 48 anos, servente de pedreiro, que ao longo dos anos vem chamando a atenção e cobrando solução para o problema, sem qualquer perspectiva de êxito.

O Conjunto Habitacional foi construído em 2005, pela Prefeitura, para abrigar famílias da Vila Mauricéia, nas proximidades, que viviam embaixo das redes da Cemig, com risco de acidentes. Contudo, foi invadido por famílias sem-teto, que estão lá há anos, à espera de que a situação seja regularizada, com acesso à infraestrutura mínimas necessária para terem o mínimo possível para sobreviverem com dignidade. Contudo, apesar das reivindicações, o poder público não tem dado a resposta necessária, enquanto o problema se agrava, deixando os moradores insatisfeitos.

“Já pedimos diversas vezes às autoridades, inclusive na Câmara Municipal, apoio político parta resolvermos este problema, mas não tivemos resposta positiva. A maioria dos políticos só nos vê em época de eleição, quando precisam de votos, depois somem sem cumprir os compromissos assumidos, nos deixando na mão”, protesta Darcy Soares dos Santos. Para ele, o tempo de ocupação do imóvel é mais do que suficiente para a Prefeitura resolver a situação, visando à melhoria da qualidade de vida das famílias, o que não ocorre por falta de interesse e de vontade política.

SEGURANÇA – Sem muro ao redor, o condomínio não dispõe da mínima segurança possível, o que expõe os moradores receosos de serem vítimas de criminosos. A situação gera reclamações, mas o poder público não se manifesta concretamente em relação ao problema. Enquanto isso, a insegurança toma conta de cerca de 80 moradores, que não sabem mais a quem recorrer com o objetivo de obter o apoio necessário para tentar reverter o quadro de dificuldades que se lhes apresenta ao longo dos anos.

RISCO DE DOENÇAS – A falta de saneamento levou os moradores a improvisarem uma fossa nos fundos do condomínio para receber os dejetos. Contudo, o que se vê é o esgoto correndo a céu aberto, aumentando também o risco de as pessoas, sobretudo crianças e idosos contraírem doenças como a dengue, que pode até levar a óbito. Além disso, o expressivo espaço físico do lado e no fundo do condomínio, nas proximidades da Escola Secundino Tavares se transformou em depósito de lixo e entulho, se constituindo em espaço apropriado para a permanência de animais peçonhentos, como escorpiões, com o risco de atacar os moradores.

ÁREA DE LAZER – Com espaço expressivo, os moradores, de acordo com Darcy Soares dos Santos, apontam a necessidade de espaço de lazer e entretenimento para adultos e, especialmente para as crianças. Contudo, apesar das cobranças, o poder público não acena com a possibilidade de atender à demanda, sem dúvida das mais importantes. O líder comunitário lamenta a falta de interesse dos políticos em trabalhar para melhorar a qualidade de vida dos moradores do Conjunto Habitacional Panorama II, que ao longo dos anos vivem em condições precárias, sem qualquer apoio do poder público municipal.

Sem água e esgoto, famílias estão jogadas à própria sorte, com risco de contraírem doenças

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