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Universaliza Minas leva água tratada e saneamento a bairros de Montes Claros

Com investimentos de R$ 1,4 milhão, Copasa contempla áreas vulneráveis, em processo de regularização fundiária

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) está executando obras para implantação de infraestrutura de abastecimento de água e esgotamento sanitário em trechos dos bairros Vila Mauriceia, São Lourenço e Vila Castelo Branco, em Montes Claros. O objetivo é beneficiar os moradores de comunidades em processo de regularização fundiária com o acesso ao saneamento básico, em atendimento à Lei Complementar Municipal Nº113/2023. Atualmente, nessas áreas, os serviços de distribuição de água potável e coleta de esgoto são realizados por meio de ligações irregulares.

 A iniciativa faz parte do programa Universaliza Minas, que visa garantir o acesso à água e ao esgoto tratados a mais de 282 mil habitantes, residentes em 592 pequenas localidades e comunidades urbanas do Estado, de 159 municípios, a fim de atingir as metas do Novo Marco Legal do Saneamento até 2033.

Com recursos de quase R$ 1,4 milhão, as obras vão assegurar a efetividade da universalização do saneamento em Montes Claros, haja vista que o município é reconhecido entre os 16 mais bem saneados do país, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Em 2024, 99% da população da cidade é atendida com abastecimento de água e 99,1% com coleta e tratamento de esgoto.

OBRAS

 As intervenções incluem a instalação de 6 mil metros de redes de distribuição de água e 4,5 mil metros de redes coletoras de esgoto, a fim de atender cerca de 3 mil moradores, em 600 ligações prediais. A previsão é que os serviços sejam concluídos em novembro deste ano.

De acordo com o gerente regional de Montes Claros, Rômulo de Souza Lima, cumprindo o planejamento estratégico da Copasa, numa iniciativa pioneira, estamos implantando a infraestrutura adequada para que a população residente nessas áreas tenha acesso, de forma regular, à distribuição de água potável, como também à coleta e ao tratamento de esgoto”.

 O intuito da Companhia é proporcionar dignidade e inclusão social aos moradores dessas comunidades por meio do fornecimento de água e esgoto tratados, visando assegurar benefícios para a melhoria das condições de saúde, a qualidade de vida, o meio ambiente e o desenvolvimento”, destaca.

Água tratada é garantia de saúde e exige altos investimentos para a sua produção, reservação, distribuição e controle de qualidade. Para assegurar quantidade, regularidade e qualidade dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a Copasa exerce um rigoroso controle no processo de tratamento da água e investe em programas de preservação dos mananciais de onde a água é retirada para abastecimento público.

O tratamento de esgoto proporciona benefícios sociais, econômicos e melhoria das condições de saúde das pessoas. Entre outras vantagens, o sistema de esgotamento sanitário possibilita ao município receber o ICMS Ecológico, como forma de incentivo para a criação de mais áreas de preservação ambiental ou para a melhoria das condições dos atuais espaços existentes, proporcionando avanços na vida da população local.

Além disso, a destinação adequada do esgoto evita a propagação de doenças de veiculação hídrica, melhora o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e traz mudanças positivas nos aspectos urbanísticos, com a valorização imobiliária e o crescimento socioeconômico da cidade e da região.

Outro benefício gerado pela obra é o incremento da arrecadação do município, que está recolhendo os Impostos Sobre os Serviços (ISS) prestados pela empresa contratada pela Companhia. Nesse cenário, são gerados empregos diretos, além da aquisição de materiais e equipamentos e da contratação de serviços indiretos na cidade, o que gera receita e movimenta o comércio local.

Com investimentos de R$ 1,4 milhão, Copasa contempla áreas vulneráveis, em processo de regularização fundiária

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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