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Especialistas orientam sobre a correção do solo para cultivo

Os produtores de milho enfrentam anualmente desafios relacionados à qualidade do solo, uma vez que a maioria dos solos brasileiros possui baixa fertilidade natural e condições de acidez que limitam o potencial produtivo das cultivares de milho.

Os produtores de milho enfrentam anualmente desafios relacionados à qualidade do solo, uma vez que a maioria dos solos brasileiros possui baixa fertilidade natural e condições de acidez que limitam o potencial produtivo das cultivares de milho. Especialistas apontam que o milho, sendo uma planta com tolerância moderada a condições de acidez e toxidez por alumínio, requer técnicas de manejo específicas para a correção do solo.

“O problema da acidez no solo é um processo evolutivo que vem ocorrendo há anos, levando à redução do pH e provocando toxidez nas culturas em geral. Quanto maior a saturação de alumínio no solo, maior a dificuldade para as plantas desenvolverem raízes e explorar o perfil do solo para a absorção de nutrientes e água”, explica Caio Kolling, engenheiro agrônomo e gerente de marketing.

Para enfrentar esses desafios, foi desenvolvido um fertilizante mineral misto que combina boro, cálcio e enxofre na forma de sulfato. A inovação inclui uma tecnologia de liberação dupla – uma rápida e outra gradual – que fornece nutrientes ao longo das diferentes fases do cultivo.

A presença de um solo bem equilibrado e fértil é crucial para permitir um maior enraizamento da planta, o que facilita a absorção de nutrientes mais profundos e resulta em plantas mais robustas e produtivas. Kolling destaca que o sulfato de cálcio desempenha um papel importante ao atuar nas camadas mais profundas do solo, combatendo a toxidez do alumínio e melhorando o ambiente radicular. “Com a ajuda do cálcio e do enxofre, o solo torna-se mais permeável, permitindo que as raízes acessem nutrientes em maior profundidade e aumentem a produtividade”, afirma.

Um exemplo dessa eficácia foi observado em uma lavoura em Vicente Dutra, no Rio Grande do Sul, onde foi identificada a necessidade de neutralização do alumínio em profundidade e a carência de boro, cálcio e enxofre no solo. “Recomendamos a aplicação de 100 kg/ ha, 10 dias após o plantio. O resultado foi um incremento na produtividade, de 113,6 sacas por hectare para 118,6 sacas/ ha”, destaca Kolling. Ele ressalta que o boro é essencial para o desenvolvimento radicular, a formação de ramos do pendão e do estigma, além de melhorar a eficiência no uso da água e a tolerância à seca.

Em outra propriedade, localizada em São Nicolau (RS), a aplicação do fertilizante mineral elevou a produtividade de 186,66 sacas/ha para 198,33 sacas/ha. Neste caso, foi aplicado 150 kg/ha, 20 dias após o plantio. “A grande vantagem da tecnologia é a liberação dos nutrientes em duas fases – uma rápida e outra gradual –, o que permite fornecer boro durante todo o ciclo da cultura e, possivelmente, deixar um efeito residual para o próximo ciclo”, conclui o agrônomo.

Especialistas orientam sobre a correção do solo para cultivo
Uso de fertilizantes mistos melhora a produtividade do cereal ao combater a acidez e a toxidez do solo

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