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Iridovírus, desafios e prevenção na criação de tilápias

O Iridovírus, também conhecido pela sigla ISKNV, continua sendo uma preocupação significativa na tilapicultura devido ao seu alto potencial patogênico e aos elevados índices de mortalidade que provoca. Esse vírus é especialmente perigoso porque causa imunossupressão, comprometendo os órgãos de defesa dos peixes, como o baço e os rins.

O Iridovírus, também conhecido pela sigla ISKNV, continua sendo uma preocupação significativa na tilapicultura devido ao seu alto potencial patogênico e aos elevados índices de mortalidade que provoca. Esse vírus é especialmente perigoso porque causa imunossupressão, comprometendo os órgãos de defesa dos peixes, como o baço e os rins. Como resultado, os tilápias ficam mais suscetíveis a infecções bacterianas secundárias e o controle sanitário da criação se torna mais desafiador.

Talita Morgenstern, coordenadora técnica da unidade de negócios de Aquicultura da MSD Saúde Animal, destaca que a coinfecção com bactérias como E. tarda, L. petauri, L. garviae, S. agalactiae e A. hydrophila é comum após surtos de ISKNV. “Pesquisas indicam que a mortalidade em pisciculturas devido a múltiplas infecções por patógenos frequentemente supera a infecção isolada.

O Iridovírus, por sua vez, torna os peixes mais vulneráveis a outras doenças. Para mitigar esses danos, é essencial seguir rigorosamente os protocolos de vacinação e biosseguridade”, afirma. O Iridovírus afeta peixes em todos os estágios de vida, mas tem um impacto particularmente grave em alevinos e juvenis. A doença pode afetar qualquer sistema de criação de tilápias, incluindo tanques-rede, viveiros escavados e sistemas de recirculação. Contudo, o cultivo intensivo enfrenta desafios adicionais em relação à doença.

Um desafio importante é que os sinais clínicos do ISKNV são inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os peixes infectados podem apresentar sintomas como letargia, ascite, hipoplasia do baço, brânquias pálidas, coloração escurecida e comportamento de permanência no fundo do tanque. “Esses sintomas não são específicos, o que pode retardar a identificação de um surto de ISKNV”, explica Talita.

PREVENÇÃO

Dada a gravidade dos prejuízos que o Iridovírus pode causar, a prevenção é fundamental. A vacinação, aliada a medidas de biosseguridade e à higienização das instalações, é a forma mais eficaz de evitar a doença. A MSD Saúde Animal oferece a vacina injetável AQUAVAC Irido V, formulada para estimular a imunidade e reduzir a propagação do Iridovírus nas fazendas. “A AQUAVAC Irido V é essencial para afastar riscos sanitários e promover a saúde dos tilápias”, afirma Talita.

As práticas de biosseguridade são igualmente importantes. A desinfecção das instalações, utilizando produtos de amplo espectro, é fundamental para prevenir a circulação de patógenos e evitar a introdução de novos vírus e bactérias no sistema de produção.

Outras boas práticas incluem a redução da densidade de cultivo e o uso de alimentos funcionais que aumentam a resistência dos peixes. É também recomendável monitorar a saúde em incubatórios e reprodutores para evitar a transmissão da doença entre fazendas.

Talita ressalta que antimicrobianos não são eficazes contra vírus, mas podem ser recomendados quando o Iridovírus é acompanhado de infecções bacterianas secundárias. “Antimicrobianos são úteis no tratamento de infecções mistas, mas não são eficazes apenas contra a infecção viral”, esclarece a especialista.

Iridovírus, desafios e prevenção na criação de tilápias
Vacinação e biosseguridade são cruciais para combater a doença imunossupressora

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