[views count="1" print="0"]

Minas amplia monitoramento de tremores de terra

Defesa Civil Estadual, UFMG e UnB se unem para promover a instalação de sismógrafos

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Brasília (UnB), anuncia uma parceria inédita para a instalação de novos sismógrafos no estado. O objetivo é aprimorar o monitoramento e o estudo dos tremores de terra que ocorrem no estado, reforçando a segurança e o bem-estar da população mineira. Desde abril de 2022, o Núcleo de Estudos Sismológicos da Universidade Estadual de Montes Claros (NES/Unimontes) passa a disponibilizar, no site da instituição, os boletins mensais sobre os tremores naturais e artificiais registrados pelas estações sismográficas que a instituição coordena no município, tornando-a uma das referências do país.

Essa iniciativa surge em resposta ao aumento da atividade sísmica observada nos últimos anos, como é o caso da cidade de Sete Lagoas, que registra tremores desde novembro de 2022, e do terremoto no Chile que provocou tremores nas cidades de Frutal, Congonhas e Uberlândia no dia 18/7.

A instalação dos sismógrafos permitirá a coleta de dados sobre a frequência, magnitude e localização dos tremores, fornecendo informações essenciais para a elaboração de estratégias de mitigação e resposta a desastres. Minas Gerais já tem sete sismógrafos espalhados pelo território, e a expansão do projeto busca instalar outras quatro estações, tendo como foco cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Na última terça-feira, 23, a Defesa Civil Estadual realizou, junto de pesquisadores das universidades, representantes das defesas civis municipais e das prefeituras, uma visita técnica na cidade de Itabirito, Itabira, Santana do Riacho, para identificar os locais de instalação das novas estações.

O coordenador estadual adjunto de Defesa Civil, tenente-coronel Carlos Eduardo Lopes, enfatiza a importância da expansão desse monitoramento junto à rede nacional. “O apoio do Observatório Sismológico da UnB sempre foi muito importante para o órgão. Agora, com a parceria com a UFMG e o acesso aos dados focados em nosso estado, teremos ainda mais bagagem para investir em ações de prevenção e mitigação quando se fala em abalos sísmicos”.

PARCERIA COM UNIVERSIDADES – O Observatório Sismológico (Obsis) da UnB, que é referência no tema, é o responsável pela instalação dos novos equipamentos. O professor de sismologia da universidade, Lucas Vieira Barros, destaca que a ampliação permitirá uma rede de monitoramento ainda mais robusta.

“A parceria vai contribuir pra gente poder detectar sismos de menor magnitude. Isso é muito importante, do ponto de vista científico, para poder elaborar, no futuro, mapas de risco de perigo sísmico com maior precisão para mitigar os efeitos dos terremotos. Nós não podemos evitá-los, mas podemos nos preparar para eles”, observa Lucas Vieira Barros.

Os dados coletados pelos sismógrafos serão analisados por pesquisadores do Laboratório de Geofísica do Instituto de Geociências da UFMG, como é o caso do Mestre em Engenharia Mineral Eduardo Saldanha Alvim. “A gente pode fazer mapeamento e trazer informações para a Defesa Civil tomar providências. Essa iniciativa traz a população para dentro do meio acadêmico, onde a informação é mais confiável”, comenta. Na quinta-feira, 25, os pesquisadores das universidades promoveram palestra sobre o monitoramento de abalos sísmicos para integrantes da Cedec e de defesas civis municipais. O evento ocorreu de forma híbrida, reunindo mais de 75 pessoas, entre agentes regionais e municipais.

A expectativa é que os novos sismógrafos sejam instalados até o final deste ano, com a operação plena da rede prevista para o início de 2025. Além do monitoramento contínuo, os dados obtidos serão disponibilizados para a comunidade científica e para órgãos de defesa civil de Minas Gerais, fortalecendo assim a capacidade de resposta a desastres naturais. Com essa ampliação, Minas Gerais reafirma seu compromisso em integrar ciência e tecnologia para a segurança pública e proteção da população, posicionando- -se como referência no monitoramento sísmico no Brasil.

Minas amplia monitoramento de tremores de terra
Parceria entre a Cedec e universidades permitem a ampliação do monitoramento de tremores de terras

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

Mudanças passam a valer em outubro e facilitam o retorno à doação, eliminam a idade máxima e aprimoram a triagem
Pessoas com mais de 70 podem continuar doando sangue
O objetivo é avaliar como ampliar serviços, como exames e procedimentos disponibilizados à população
Grupo discute ampliação de serviços e inovação
Em todo o país, 77% dos municípios estão cobertos com serviços móveis de consultas, exames e cirurgias
Carretas atendem 1 milhão de procedimentos
O lançamento da campanha de Apadrinhamento de Natal ocorreu no auditório da Ejef, em Belo Horizonte
Solidariedade e Pertencimento: O Natal da Criança Acolhida em Minas Gerais
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas
Terceira unidade do país vai apoiar todo o Sudeste em casos de ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos ligados ao El Niño
Força Nacional do SUS recebe base regional no Rio para atender o Sudeste
Primeiro produto da plataforma nacional, vacina contra a Covid-19 avança para testes clínicos
Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
MS destaca ações para enfrentar a judicialização
Mulheres representam mais de 63% dos atendimentos
Farmácia Popular pode gerar economia de até R$ 8,8 mil
STF unifica critérios e prazos da licença-maternidade
Brasil defende produção regional e acesso equitativo
Sancionada lei do Move Brasil para frotas urbanas
AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização
Padre realizará romaria em julho
Atendimento ao CAIC Maracanã
Escolas de Uberaba terão botão de pânico 
Mulheres avançam no Senado, mas travam nos estados
Mulheres representam mais de 63% dos atendimentos
Comitê Nacional do eproc aprova propostas do TJMG
PC prende estuprador em Mirabela