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Minas tem edital de fomento ao cooperativismo aberto

Parceria entre o Governo e o Sistema Ocemg vai selecionar quatro cooperativas mineiras da agricultura familiar para receberem capacitação técnica

As cooperativas da agricultura familiar de Minas Gerais têm até o próximo domingo, 28, para participar do Edital de Chamada Pública 01/2024, que selecionará os empreendimentos para receber ações de apoio e fomento. O trabalho é resultado do acordo do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e o Sistema Ocemg, para fortalecer cooperativas da agricultura familiar no estado.

A ação conjunta envolve, entre outros pontos, a seleção de quatro empreendimentos coletivos, que vão receber capacitações e consultorias das equipes técnicas do Sistema Ocemg sobre organização produtiva, parcerias estratégicas e posicionamento de marca, entre outros temas.

“Esse edital tem grande importância, uma vez que, por intermédio de capacitação técnica, as cooperativas da agricultura familiar podem aumentar sua eficiência organizacional e competitiva, podendo atingir um melhor posicionamento no mercado, bem como conseguir maior retorno e benefícios para seus associados”, avalia a assessora técnica na Diretoria de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, Sandra Santos.

EDITAL – Os objetivos do instrumento são aumentar a eficiência das cooperativas selecionadas, agregar valor aos produtos e beneficiar os produtores associados com melhores oportunidades de emprego e renda. O plano de trabalho tem duração prevista de 30 meses, com a possibilidade de prorrogação.

Podem se inscrever as cooperativas da agricultura que estejam vinculadas e adimplentes com o Sistema Ocemg. É necessário apresentar documentação comprobatória, especificada no item 5 do Edital de Chamada Pública, que deve ser enviada para o e-mail: cooperaf@agricultura.mg.gov.br.

PLANO DE TRABALHO – As atividades de apoio técnico previstas no edital serão programadas assim que for publicado o resultado do processo seletivo, no final de agosto. A definição da metodologia de trabalho será competência do Sistema Ocemg, conforme estabelecido no Acordo de Cooperação.

As capacitações irão ocorrer a partir das demandas dos produtores, parte indispensável do diagnóstico para elaboração do plano de ação. Estão previstas ainda reuniões periódicas para atendimento e acompanhamento das cooperativas selecionadas.

Os resultados obtidos pelos produtores rurais por meio das cooperativas costumam superar os da ação individual, através da negociação e venda coletiva, do beneficiamento de produtos, da criação de uma marca comercial ou até mesmo pela ampliação do acesso à pesquisa, assistência técnica e extensão rural.

Minas tem edital de fomento ao cooperativismo aberto
Governo quer oferecer capacitação técnica aos agricultores familiares de Minas Gerais

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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