Escritores – historiadores – jornalistas e poetas do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (IHGMC.) celebraram sábado 24/ 05, as memórias de Téo Azevedo, artista alto-belano que se tornou famoso por disseminar a cultura popular nas principais emissoras de rádio e televisão do País.
O evento que promoveu à homenagem, foi conduzida pelo o presidente do IHGMC. escritor José Francisco Lima Ornelas e a escritora Mara Yanmar Narciso, ambos acompanhados pela a ilustre Lola Chaves. A programação do evento incluiu as “palinhas” dos cantores Luciano Pacco e Nillo Rocha Sanfoneiro – um verdadeiro show.
Na sequência, o repentista Carlos Azevedo – sobrinho de Téo Azevedo – externou o sentimento de união que o tio – ilustre – tinha pela família Azevedo. Ele citou ainda a capacidade de Téo articular as palavras, e como conquistou a admiração de artistas famosos como: Rolando Boldrin; Sérgio Reis; Inezita Barroso; Bobby Keys do grupo Rolling Stones, Carlos Drummond de Andrade, Luiz Gonzaga, entre outros.
Carlos Raniere Azevedo, também discorreu sobre a vida dura da Dona Clemência e de seu “seu” Teófilo (Tiófo) pra criar os filhos, principalmente Dona Clemência que ficou viúva muito cedo. Citou impossibilidade de os filhos frequentarem a escola durante a infância, porém, isso não diminuiu a admiração que Téo Azevedo tinha pelas palavras.
Carlos Azevedo enfatizou as dificuldades financeiras que o “seu tio” Téo Azevedo enfrentou, devido ao vício com as jogatinas de baralho e como eles peregrinavam pelas feiras dos bairros e centro de São Paulo para vender seus cordéis.
Depois foi a vez da viúva Lola Chaves cantar “Ternos Pingo de saudades” ao som do acordeom de Nillo Rocha Sanfoneiro, logo, sem muito detalhes – de forma categórica discorreu a sua vida com o Téo Azevedo, lembrou da satisfação da posse dele no Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros.
Lola Chaves revelou um dos ressentimentos do Téo Azevedo – o fato de nunca ter sido convidado para apresentar nas Exposições Agropecuária de Montes Claros. Com toda razão” Téo Azevedo era muito mais original para esses tipos de eventos”, destacou.
Ao finalizar, sua sobrinha Raquel Souto Chaves exteriorizou a sua satisfação de estar naquela tarde de cultura. – “Hoje aprendi muito com todos vocês”, diz. Para o escritor, historiador – membro do IHGMC, Academia Maçônica de Letras do Norte de Minas e colunista literário José Ponciano, Téo Azevedo foi um grande conhecedor da cultura, história e geografia – transformou esse conhecimento em versos que encantou todo País e o mundo – basta tomar conhecimento dos prêmios internacionais que ele conquistou. Ao entender as letras que tanto me cativam, é uma dádiva. A principal função do Téo Azevedo, era, acima de tudo, disseminar a cultura do “repente” na sociedade.
