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Projetos de irrigação da Codevasf produziram 229 mil/t de alimentos

Cerca de 299 mil toneladas de itens agrícolas foram produzidas, em 2023, nos projetos públicos de irrigação Jaíba, Gorutuba, Lagoa Grande e Pirapora, mantidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Minas Gerais. Entre as principais culturas, destacam-se a banana, a manga e o limão.

Cerca de 299 mil toneladas de itens agrícolas foram produzidas, em 2023, nos projetos públicos de irrigação Jaíba, Gorutuba, Lagoa Grande e Pirapora, mantidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Minas Gerais. Entre as principais culturas, destacam-se a banana, a manga e o limão.

Com uma área cultivada de 18,7 mil hectares, contando com 2,6 mil produtores – a maioria familiares –, os projetos irrigados registraram um valor bruto de produção (VBP) de R$ 531,8 milhões. Os dados são do balanço de produção da Área de Irrigação e Operações da Companhia, que contabilizou, ainda, a marca de 53,2 mil empregos gerados – diretos, indiretos e induzidos – no período.

“Atualmente, o Norte de Minas é reconhecido como um importante polo da fruticultura irrigada, abastecendo mercados regionais e nacionais com frutas e outros produtos agrícolas, além da exportação (principalmente de limão) para diversos países”, ressalta o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais Marco Antônio Câmara. Segundo ele, a agricultura irrigada contribuiu para o aumento do IDH dos municípios diretamente beneficiados pelos perímetros de irrigação, fazendo a diferença numa região de grandes desafios socioeconômicos.

Na avaliação do produtor e presidente do Conselho de Administração do Distrito de Irrigação do Jaíba, Ailson Ramos, os projetos de irrigação são os indutores de desenvolvimento no Norte de Minas. “Somos produtores de alimento, geradores de mão de obra para toda a região. Os projetos de irrigação têm um importante papel econômico e social”, explica.

No total, a companhia mantém 39 Projetos Públicos de Irrigação. São 29 projetos em produção implantados e mantidos pela Codevasf em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, além de outros dez projetos implantados pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) na década de 1990, onde produzem famílias que residiam na área onde se formou o lago da usina hidrelétrica de Luiz Gonzaga (PE). Esses projetos são identificados conjuntamente como Sistema Itaparica e estão localizados entre Pernambuco e Bahia. (Diário do Comércio)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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