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Ministro prevê conclusão da primeira barragem

Alexandre Silveira diz que é preciso estar atento ao cronograma das obras do Projeto Jequitaí

A primeira das duas barragens do Projeto Jequitaí, no município homônimo, concedido à empresa Planner, em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, na última sexta-feira, deve ser concluída em cinco anos. A previsão foi passada pelo ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante entrevista à emissora de rádio de Belo Horizonte, nessa segunda-feira pela manhã. Voltou a destacar a importância do empreendimento para a economia do Norte de Minas, com a previsão de aumentar a produção agrícola através da irrigação e a importância das articulações em defesa do empreendimento com a participação do senador Rodrigo Pacheco, do PSD, presidente do Congresso Nacional.

Único representante de Minas Gerais no primeiro escalão do governo Lula, do PT, Alexandre Silveira disse que as lideranças do estado têm que ficar vigilantes para cobrar da empresa vencedora da concessão o cumprimento do cronograma de obras, para que sejam executadas dentro do prazo previsto. O ministro, que também é presidente do PSD em Minas apontou mais uma vez a relevância do empreendimento, defendido e cobrado ao longo de 50 anos para reforçar a economia do Norte de Minas ao gerar 100 mil empregos, além de atacar a crise hídrica e disponibilizar água para a produção agrícola por meio de projetos de irrigação. “O projeto vai trazer mais dignidade para o povo norte-mineiro”, garante.

Para o ministro, a concessão é marco histórico para o estado, o que significa que o sonho do Norte de Minas de implantar o projeto vai se tornar realidade. Lembra que em 2023, ao exercer o mandato de deputado federal foi um dos maiores defensores do Jequitaí, mas só agora, com novas articulações, o projeto vai sair efetivamente do papel para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico da região. Segundo Alexandre Silveira, de acordo com o cronograma das obras, a previsão é de que uma das duas barragens do projeto seja concluída em 5 anos. Contudo, não disse quando serão retomadas as obras do projeto.

LEILÃO – O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) realizaram, na sexta- -feira, 1º, o leilão de concessão do Projeto Público de Irrigação Hidroagrícola Jequitaí. O Consórcio Jequitaí, formado pelas empresas Fortaleza de Santa Teresinha Agricultura e Pecuária S.A e a RG S.A, representadas pela participante credenciada Planner, foi a grande vencedora com a única proposta válida de R$ 35 milhões.

O projeto foi qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI), tendo sido objeto de estudos para concessão, visando avançar na melhoria da gestão, operação e sustentabilidade. O leilão permite o uso de área de 23,9 mil hectares, dos quais 10,2 mil irrigáveis, e prevê a geração de cerca de R$ 11 bilhões em receitas para a empresa concessionária em 35 anos de contrato. Os investimentos previstos em infraestrutura, aquisição de terras e ações socioambientais são estimados em R$ 1,5 bilhão até o sexto ano. Cumprido o cronograma com as obrigações de investimento, o futuro concessionário terá direito à transferência total da propriedade da área.

“Essa é a primeira de uma grande safra de entregas de irrigação. Nossa meta é ampliar os oito milhões de hectares irrigados que temos no Brasil, fortalecer uma agricultura de baixas emissões de CO2, sem derrubar uma árvore, e colocar o Brasil no Top 3 do mundo em Agricultura irrigada, gerando emprego para a população”, destacou o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI) do MIDR, Eduardo Tavares.

Ministro prevê conclusão da primeira barragem
Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

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