O governador Romeu Zema, do Novo, destacou que pretende conversar com Lula, do PT, durante a visita do presidente a Belo Horizonte nesta quinta-feira. Contudo, um encontro oficial entre os dois ainda não foi confirmado. Segundo o governador, entre as pautas que ele quer discutir estão a dívida do Estado com a União, os investimentos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em estradas mineiras e mudanças no Bolsa Família.
Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nessa segunda-feira, Zema voltou a dizer que, caso Lula não deseje se encontrar com ele, o presidente pode se reunir com o vice-governador Mateus Simões, do Novo ou o Secretário de Governo, Gustavo Valadares.
“Lula vai para BH nesta quarta-feira [quinta-feira (8)], irei recebê-lo bem, irei passar os problemas de Minas Gerais e apesar de não concordar com ele, respeito é bom em todo lugar. Mas, acho que temos que chorar hoje, porque o Brasil está caminhando para uma direção temerosa. O que eu quero mostrar para o presidente são pautas importantíssimas para Minas, e já deixei claro que se ele se sentir desconfortável em conversar comigo, o vice-governador pode conversar ou o secretário de governo. Talvez minha persona não seja grata a ele, mas o mineiro merece toda consideração do governo federal”, destacou Zema.
INVESTIMENTOS – Um dos pontos de maior destaque citado por Zema foi a necessidade de maiores investimentos nas estradas de Minas Gerais. Segundo o governador, este é um dos temas que ele deseja tratar com o presidente Lula durante a visita presidencial a Belo Horizonte.
“Até hoje estive com o presidente em três ocasiões. Todas elas com mais público, em reuniões com governadores, então não tive ainda a oportunidade de conversar pessoalmente com ele. Temos a questão dos investimentos federais em Minas, principalmente nas estradas, precisamos de mais agilidade. A BR-381 que liga Minas a Espírito Santo é uma carnificina, a BR-040 precisa de melhorias, a BR-262 ligando ao Triângulo Mineiro também”.
DÍVIDA COM A UNIÃO – Por fim, Romeu Zema destacou a necessidade de conversar sobre a dívida de Minas com a União. O governador criticou a taxa de juros cobrada pelo Planalto e agradeceu o presidente do Congresso Nacional, o senador mineiro Rodrigo Pacheco, do PSD, por “colocar o assunto na mesa”:
“Eu quero agradecer o presidente do Senado que realmente colocou o assunto em cima da mesa, como eu tentei desde o início do meu governo, que a dívida de Minas é impagável. Essa dívida é do passado. Nós não temos o Banco Planalto nem o Banco União, temos um Governo Federal que precisa cobrar correção, mas não juros dos estados. Essa dívida de 160 bilhões de Minas vai condenar Minas a ficar sem recursos para investir”.
