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Norte de Minas poderá retomar 105 obras

Minas Gerais tem a oportunidade de retomar 198 obras paralisadas e inacabadas em 138 municípios do Estado, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica e Profissionalizante do Governo Federal.

Minas Gerais tem a oportunidade de retomar 198 obras paralisadas e inacabadas em 138 municípios do Estado, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica e Profissionalizante do Governo Federal. No Norte do Estado, 56 municípios poderão retomar 105 obras inacabadas, paralisadas e em andamento. Em Montes Claros, são cinco unidades da Educação Infantil Urbana, sendo três em andamento e duas inacabadas. Além disso, a cidade tem uma obra em andamento na modalidade de Quadras e Cobertura de Quadras.

O Ministério da Educação (MEC) investirá R$ 181,8 milhões na conclusão das obras, que podem criar mais de 34,7 mil novas vagas na rede pública estadual e municipal mineira. A conclusão das obras em Minas Gerais vai garantir: 104 unidades de educação infantil, entre creches e pré-escolas; 19 escolas de ensino fundamental; 68 novas quadras esportivas ou coberturas de quadras; 2 escolas de ensino profissionalizante; e 5 obras de ampliação e reforma.

Os números correspondem à quantidade de manifestações de interesse enviadas pelo Estado e por seus municípios para a retomada das obras em seus territórios. A etapa de manifestação de interesse da política se encerrou no dia 22 de dezembro de 2023. Ao todo, o MEC recebeu 3.783 solicitações dos Estados e municípios, via Sistema de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).

PRÓXIMAS ETAPAS A fase seguinte da política são as diligências que já estão sendo realizadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Nesse momento, os Estados e municípios deverão apresentar documentos possuidores de prazo de validade, como é o caso do laudo técnico de engenharia: ele somente será aceito se tiver sido emitido há menos de 60 dias da data de envio para o FNDE. O responsável por acompanhar a movimentação do processo no Simec deve ficar atento para não perder os prazos de cada etapa.

Quando for encerrada a fase de diligências, caso houver a aprovação técnica do pedido de pactuação, o Fundo dará sequência ao processo com a análise de disponibilidade orçamentária e financeira, observados os critérios de priorização definidos na legislação. Uma vez superado todo esse processo com parecer positivo do FNDE, a autarquia disponibilizará os instrumentos para a assinatura do ente no Simec.

Os instrumentos deverão ser assinados pelos entes em até 30 dias, e o ente federativo terá de comprovar a retomada da obra em até 12 meses, a contar da data de validação do instrumento. Já o prazo para a conclusão da obra é de 24 meses, podendo ser prorrogado por mais 24 meses, mediante aprovação.

PRAZOS

É importante que os gestores fiquem atentos aos prazos de resposta às diligências do FNDE. As diligências técnicas iniciais deverão ser atendidas pelos entes em até 90 dias, contados a partir do registro do pedido no Simec. Após a análise dos documentos apresentados, o Fundo poderá solicitar diligências adicionais aos entes federativos, caso necessário.

NOVO PRAZO

De acordo com a Resolução n. 30, de 13 de dezembro de 2023, tiveram mais 60 dias de prazo as diligências técnicas iniciais realizadas pelo FNDE para as manifestações de interesse feitas no âmbito da Medida Provisória (MP) n. 1.174 que não tenham sido respondidas pelos entes federativos no prazo inicialmente estabelecido (90 dias a contar da solicitação de entrega dos documentos).

NORTE DE MINAS

MUNICIPAL – EDUCAÇÃO INFANTIL URBANA

INACABADAS – Guaraciama, Coração de Jesus (2 unidades), Águas Vermelhas, Buritizeiro, São Romão, Francisco Sá, Capitão Enéas, Chapada Gaúcha, Urucuia, Itacarambi, Janaúba, São Francisco (4), Jaíba, Cachoeira de Pajeú e Josenópolis.

EM ANDAMENTO – Januária, Gameleiras, Rio Pardo de Minas, Urucuia, Taiobeiras (2), Francisco Sá, Matias Cardoso, Patis, Brasília de Minas, Divisa Alegre, Pai Pedro, Lassance, Ibiaí e Pintópolis.

PARALISADAS – Várzea da Palma, Buritizeiro (2), Monte Azul, Manga, Padre Carvalho, Espinosa e Botumirim.

QUADRAS E COBERTURA DE QUADRAS

INACABADAS – São Francisco (2), Bocaiúva (3), Capitão Enéas, Janaúba, Chapada Gaúcha, Brasília de Minas, Verdelândia, Riacho dos Machados, Cristália, Águas Vermelhas, Rio Pardo de Minas, Riacho dos Machados (Municipais), São João das Missões, Mato Verde, Gameleiras e Nova Porteirinha (Estaduais).

PARALISADAS – São João da Ponte, Catuti (Municipais) e Francisco Sá (Estadual)

EM ANDAMENTO – São Romão (2), Salinas (Municipais), Manga, Lontra, Taiobeiras, Francisco Sá (3), Chapada Gaúcha, Montes Claros, Berizal, Buenópolis (2), São Francisco, Januária, Claro dos Poções, Bocaiúva, Icaraí e Varzelândia (Estaduais)

MUNICIPAL – ENSINO FUNDAMENTAL

INACABADA – Lontra (2), Joaquim Felício, Monte Azul, Jaíba, Montes Claros (Rurais).

PARALISADA – Patis (Municipal).

EM ANDAMENTO – São João da Ponte (Rural)

ESTADUAL – ENSINO PROFISSIONALIZANTE URBANA

PARALISADAS – Manga, Bocaiúva e Brasília de Minas

EM ANDAMENTO – Espinosa, Janaúba, Monte Azul, Grão Mogol e Taiobeiras.

Norte de Minas poderá retomar 105 obras
HÁ OBRAS de prédios escolares inacabadas em todo o território nacional

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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