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Umbu e pequi colorem o centro, Mercado e as feiras livres na cidade

O umbu, pequi, pinha, coquinho azedo, entre outras frutas estão dando um novo colorido nas principais nas bancas das ruas do centro de Montes Claros, além da área externada do Mercado Central, feiras livres aos domingos nos Bairros Major Prates, Delfino Magalhães, às quintas-feiras no São José, área central montes-clarense, sacolões espalhados pelos bairros da cidade.

O umbu, pequi, pinha, coquinho azedo, entre outras frutas estão dando um novo colorido nas principais nas bancas das ruas do centro de Montes Claros, além da área externada do Mercado Central, feiras livres aos domingos nos Bairros Major Prates, Delfino Magalhães, às quintas-feiras no São José, área central montes-clarense, sacolões espalhados pelos bairros da cidade.

O umbu vem de Januária e de outras cidades, que produzem o fruto, assim como o pequi de Mirabela, Coração de Jesus e o mais esperado do município de Campo Azul. As bancas de umbu e frutas da época colorem a área central pelas ruas Governador Valadares, São Francisco, Coronel Joaquim Costa, Rui Barbosa e Praça de Esportes e margens das rodovias federais e estaduais que cortam o Norte de Minas.

Em várias lanchonetes também pode se encontrar na Rua Rui Barbosa, com o cruzamento do Quarteirão Fechado no movimento intenso no comércio da São Francisco, sucos de umbu, tamarindo, coquinho azedo, entre outras frutas comuns nesta época de férias no início do novo ano em refresqueiras, custando R$ 6.

SEMIÁRIDO – Fruto agridoce por mesclar sabores cítrico e adocicado, o umbu é nativo do semiárido brasileiro. Versátil, ele pode ser consumido in natura ou harmonizado em pratos doces e salgados de diferentes texturas, de seca à gelatinosa. Tudo isso somado aos benefícios das vitaminas B1, B2, B3 A e C e os minerais cálcio, fósforo e ferro, essenciais para o bem viver.

Mesmo se fazendo presente na culinária e na agricultura familiar do Nordeste, há registros do umbu desde o Brasil Colonial, quando também era chamado de “ambu”, “imbu” ou “ombu”, termos estes que derivam da palavra tupi-guarani ymbu, cujo significado é “árvore que dá de beber”.

Por armazenar até 1,5 litro de água e reservas nutritivas nas raízes modificadas, o que permite resistir à seca, a fruta alcança maior resistência ao estresse hídrico, como explica a nutricionista clínica e engenheira de alimentos, Juliana Nogueira*, que também ressalta o valor socioeconômico do fruto.

“O umbu é uma espécie frutífera nativa do umbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda), planta tropical endêmica, xerófila lenhosa e perene, que produz os frutos em épocas de baixa precipitação. Ele possui um papel importante no Nordeste, como recurso nutricional e fonte alternativa comercial para agricultura familiar durante a quadra não chuvosa”, justifica.

PLANTIO – As sementes de umbuzeiro germinam apenas em condições específicas de umidade, temperatura e luz, preferencialmente no início do período de chuvas e sem a necessidade de desmatar a área de plantio.

Segundo a professora do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Ceará (UFC), Larissa Morais Ribeiro da Silva*, o plantio deve ser feito após o uso da fruta.

“Recomenda-se que depois disso, as sementes sejam guardadas por um período de seis meses antes do plantio. Para apressar essa germinação, pode ser feito um corte inclinado na parte distal do caroço (oposta ao pedúnculo do fruto)”, explica.

O gênero Spondias possui aproximadamente 18 espécies, a exemplo do umbu, cajarana (S. lutea L.), seriguela (S. purpurea L.), umbuguela (Spondias sp.), cajá-manga (S. cytherea Sonn.) e umbu-cajá ((Spondias sp.), que são frutos diferentes.

As vitaminas A e C presentes no umbu, em especial, estimulam o sistema imunológico, a cicatrização, a formação do colágeno e a absorção de ferro, combatem a ação dos radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e doenças como o câncer.

Ao mesmo tempo, explica Juliana, as vitaminas do complexo B presentes no fruto atuam no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, enquanto as do A também previnem doenças da córnea. Além disso, têm alta concentração de fibras, o que estimula o bom funcionamento do sistema digestivo e potencializa a saciedade.

“É fonte de fibras (2g a cada 100g) e oferece uma sensação maior de saciedade, reduzindo o consumo de calorias diárias por controlar o apetite e auxiliando na perda de peso”, complementa.

Com polpa branco-esverdeada, suculenta e agridoce, a maneira mais comum de apreciar a fruta é in natura, ou seja, sem ser processada depois de retirada do pé. No entanto, o umbu vai bem no preparo de sucos, chás, pudim, mouse, sorvete, geleia, compota, vinhos, vinagres, refrigerante, cachaça.

Rico em vitaminas e antioxidante, o umbu deve ser lavado com água potável e sanitizado através da imersão em uma solução à base de cloro para destruição dos micro-organismos, antes de ir para o liquidificador.

Conforme Larissa Morais, a solução pode ser preparada utilizando água sanitária, quando no rótulo constar uso permitido para alimentos. Os frutos devem ficar submersos por 15 minutos e, em seguida, deve ser feito o enxágue com água potável.

Processo concluído, é hora de cortar a fruta em pedaços com ou sem casca, retirar o caroço e bater a polpa no liquidificador com água. Depois, o suco deve ser adoçado e servido gelado.

Umbu e pequi colorem o centro, Mercado e as feiras livres na cidade
Na área central da cidade e Mercados, é possível encontrar umbu, pequi, coquinho azedo, entre outras frutas produzidas nesta época no Norte de Minas

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