Saraiva Felipe
O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ex-PSD, encaminhou na semana passada sua filiação ao PSB para ser candidato a governador de Minas Gerais. Os ajustes para a pré-candidatura foram debatidos durante um jantar, Brasília, com o presidente do partido, João Campos, e outros integrantes da legenda, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a deputada Tabata Amaral (SP) e o ex-presidente da sigla, Carlos Siqueira, além do ex-deputado federal norte-mineiro Saraiva Felipe, ex-ministro da Saúde, que será um dos principais coordenadores da campanha no Estado.
Contudo, Pacheco deve dar palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado. O presidente do PT, Edinho Silva, já havia conversado com João Campos nos últimos dias sobre a negociação para viabilizar a candidatura de Pacheco a governador. No PT, o cenário já é dado como certo. Mas o PSB ainda não fez um anúncio oficial. Gleide Andrade, secretária de Finanças do PT, comemorou.
Minas respira liberdade e alívio com o anúncio da pré-candidatura de Pacheco, um estado como nosso merece um governador a sua altura. Pacheco reúne todos predicados para nos governar, com sua candidatura Minas não faltará ao Brasil, garantido mais uma vez a vitória ao presidente Lula.
O senador precisará trocar de legenda para disputar o governo de Minas Gerais, já que o PSD filiou o governador Matheus Simões no final do ano passado com a intenção de lançá-lo candidato. Nas últimas semanas, Pacheco conversou com integrantes do MDB e do União Brasil, mas não houve acordo.
No início de março, o senador conversou com dirigentes do MDB e ficou estabelecido que o partido não é, neste momento, uma opção para sua eventual filiação, por já ter o ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo como pré-candidato ao governo de Minas Gerais em 2026.
Segundo interlocutores do MDB mineiro, a legenda chegou a cogitar filiar o senador, mas somente se isso acontecesse depois do dia 4 abril, período que, pela Justiça Eleitoral, impossibilitaria Pacheco de ser candidato pelo partido. A hipótese acabou descartada por ambos os lados durante a conversa e o parlamentar não chegou a ser formalmente convidado para entrar no partido.
Da mesma forma, a federação União-PP deve embarcar na candidatura de Simões (PSD), do grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo). O MDB e o PP de Minas Gerais são mais próximos da oposição do que de Lula e resistem a dar palanque para o petista no Estado.
A maior desvantagem em relação ao PSB é o tamanho do partido, que é menos expressivo que as outras alternativas que chegaram a ser estudadas para Pacheco se filiar. Há o fato de o fundo partidário da legenda ser pequeno na comparação com as outras legendas e o montante ter que ser dividido entre candidaturas a deputados federais e a governador. Por outro lado, partidos maiores da coligação, como o PT, podem ser uma solução para viabilizar a campanha de Pacheco.
