Deputado mineiro percorreu 240 quilômetros até Brasília e reuniu apoiadores em ato político nacional
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) encerrou nesse domingo (25) a chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, também conhecida como “Acorda Brasil”, após percorrer cerca de 240 quilômetros entre Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, e Brasília. A mobilização teve início no dia 20 de janeiro e terminou com um ato público nas proximidades do Congresso Nacional, reunindo milhares de apoiadores.
A caminhada começou de forma individual, mas ganhou adesão ao longo do trajeto, com a chegada de caravanas vindas de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e do Distrito Federal. Segundo estimativas divulgadas por aliados do parlamentar, entre 10 mil e 15 mil pessoas participaram do ato final. A Polícia Militar do DF reforçou a segurança na região, com barreiras e grades instaladas próximo ao Palácio do Planalto. Não houve registro de confrontos.
Durante o percurso e nos discursos em Brasília, Nikolas Ferreira fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as principais pautas levantadas estiveram pedidos de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, críticas ao que o grupo classifica como “excessos do Judiciário” e manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados do deputado traçaram paralelos simbólicos entre a mobilização e a “Marcha sobre Washington”, liderada por Martin Luther King Jr. em 1963. A comparação gerou reações divergentes. Para apoiadores, a caminhada representa uma ação pacífica por liberdade e justiça. Já críticos apontam que o contexto histórico e as causas defendidas são distintos, classificando a analogia como inadequada.
Especialistas avaliam que, independentemente das controvérsias, a iniciativa teve forte impacto político e midiático. A caminhada gerou milhões de visualizações nas redes sociais e reforçou a projeção nacional de Nikolas Ferreira como uma das principais lideranças da direita entre o público jovem. No entanto, analistas observam que o ato não produziu efeitos institucionais imediatos.
A mobilização encerra-se como um gesto simbólico de posicionamento político, em meio a um cenário de polarização, e amplia o protagonismo do deputado no debate nacional às vésperas do calendário eleitoral de 2026.
MANIFESTANTES
Um raio caiu e manife, após serem atingidos pela descarga elétrica. O grupo estava reunido próximo ao Memorial JK, no Eixo Monumental, sob uma forte chuva e aguardavam a chegada de uma passeata de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com dados oficiais, 72 pessoas receberam algum tipo de atendimento. Dessas, 29 tiveram de ser encaminhadas a hospitais – 18 para o Hospital de Base, e outras 11 para o Hospital Regional da Asa Norte. Pelo menos oito desses pacientes estavam em estado grave.
“Caiu um raio, e aí caiu todo mundo. A gente não entendeu nada, até conseguir se levantar e um acudir o outro, muita gente correndo. Os bombeiros e o Samu já estavam ali prontos, mas era muita gente ao mesmo tempo. Caiu bem na nossa frente, bem perto do trio elétrico”, relatou o representante comercial Alfredo Santana.