Investimentos em infraestrutura impulsionam visitação sustentável estadual
A modernização na gestão das unidades de conservação mineiras transformou o perfil do turismo ecológico no estado. Dados do Instituto Estadual de Florestas (IEF) revelam um crescimento acumulado de 298% na visitação entre janeiro de 2020 e novembro de 2025. O sucesso é atribuído a um modelo que une preservação ambiental e parcerias com a iniciativa privada, garantindo infraestrutura e segurança para as famílias, especialmente nos períodos de férias escolares.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Lyssandro Norton, enfatiza que o objetivo é democratizar o acesso sem abrir mão da proteção: “Buscamos qualificar a experiência do visitante e garantir a proteção do patrimônio ambiental”, afirma. Atualmente, das 95 unidades geridas pelo IEF, 39, alguns deles em Monte Azul e outros municípios do Norte de Minas já contam com controle sistemático de público.
MODELO DE GESTÃO
Diferente do modelo de privatização, as unidades permanecem 100% públicas, mas com operação delegada a parceiros sob supervisão técnica. No Parque Estadual do Rio Doce, por exemplo, o uso de termos de parceria com recursos de medidas compensatórias resultou em um recorde histórico: mais de 50 mil visitantes em 2025, o maior índice desde 1994.
Enquanto isso, o Parque Estadual do Itacolomi prepara-se para iniciar atividades sob nova concessionária em fevereiro, e o Parque Estadual do Biribiri segue em fase de consulta pública, reforçando a transparência no processo de concessão.
As mudanças são visíveis no cotidiano dos turistas que buscam lazer sustentável. A unidade de Ibitipoca recebeu modernização na portaria, acessibilidade e vendas antecipadas de ingressos online, o que organizou o fluxo e aumentou a previsibilidade para os turistas. No Sumidouro e Rota Lund houve a implementação de energia solar, sinalização turística reformulada e venda digital de ingressos. A Rota Lund atingiu seu auge de visitação em 2023. O foco agora inclui trilhas estruturadas, lojas, lanchonetes e programas obrigatórios de proteção à fauna, flora e prevenção de incêndios. Para Júlia Laborne, assessora do IEF, o esforço é contínuo para oferecer conforto e organização. “O modelo mineiro, inspirado em padrões internacionais, prova que o uso público e a conservação ambiental podem caminhar em harmonia”, conclui.