O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) regional de Montes Claros iniciou nessa terça-feira (4), a realização de reuniões com os hospitais que compõem a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH) no Norte de Minas. A primeira instituição visitada foi o Hospital Dr. Oswaldo Prediliano Santana, de Salinas, Norte de Minas.
O Cievs foi instalado em Montes Claros em agosto de 2023. A iniciativa envolve a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o Ministério da Saúde e a Organização Pan- -Americana de Saúde (OPAS). O Centro tem o objetivo de fortalecer a capacidade do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde para identificar precoce e oportunamente emergências em saúde pública, a fim de organizar a adoção de respostas adequadas que reduzam e contenham o risco à saúde da população.
“As visitas vão contemplar todos os hospitais que possuem núcleos de vigilância epidemiológica. O objetivo do Cievs é fortalecer a troca de experiências com as instituições e aprimorarmos as ações de monitoramento e notificação de problemas de saúde que possam causar riscos a um grande número de pessoas. O monitoramento desses riscos é de fundamental importância para que os municípios, o Estado e o Ministério da Saúde possam tomar as decisões em tempo oportuno, reduzindo com isso os danos à saúde de um grande número de pessoas”, explica a coordenadora regional do Cievs e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SRS, Agna Soares da Silva Menezes.
Além do reforço das ações de monitoramento da vigilância epidemiológica, a visita ao Hospital de Salinas teve como foco a avaliação dos atendimentos de pacientes acometidos neste ano por arboviroses e, especialmente, a investigação de óbitos causados por dengue.
Além da Coordenadora do Cievs, também participaram do encontro com profissionais do Hospital Dr. Oswaldo Prediliano Santana, a coordenadora de vigilância epidemiológica da SRS, Rita de Cássia Rodrigues; a referência técnica em vigilância em saúde, Maria Regina de Oliveira Morais e Ludmila Gonçalves Barbosa, referência técnica da Coordenadoria de Redes de Atenção à Saúde.
No Norte de Minas a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar conta atualmente com a participação de 14 hospitais. Além do Hospital Dr. Oswaldo Prediliano de Santana, sediado em Salinas, outras oito instituições estão sediadas na área de jurisdição da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros: Hospital Municipal São Vicente de Paulo, de Coração de Jesus; Hospital Municipal de Francisco Sá; Hospital Regional de Janaúba; Hospital Aroldo Tourinho, Santa Casa, Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro; Hospital Dilson Godinho e o Hospital Universitário Clemente de Faria, sediados em Montes Claros.
Na área de atuação da Gerência Regional de Saúde de Januária também integram a RENAVEH a Unidade Mista Municipal Dr. Brício de Castro Dourado, sediada em São Francisco; Hospital Municipal Senhora Santana, de Brasília de Minas; Hospital Municipal de Januária e a Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, sediada em Manga.
Já na jurisdição da GRS de Pirapora participa da Rede a Fundação Hospitalar Dr. Moisés Magalhães Freire, sediada naquele município. A rede de vigilância epidemiológica hospitalar envolve um conjunto de serviços, que proporciona o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar as medidas de prevenção e controle de doenças, transmissíveis e não transmissíveis, bem como agravos à saúde.
“Por esse motivo, a vigilância epidemiológica hospitalar deve observar os protocolos e procedimentos padronizados pelo Ministério da Saúde, pela SES-MG e pelas secretarias municipais de saúde visando a notificação imediata de agravos de interesse para a saúde pública, viabilizando com isso a investigação inicial ou complementar”, observa Agna Menezes.
Já os núcleos hospitalares de epidemiologia são responsáveis pela operacionalização da vigilância epidemiológica, oferecendo informações estratégicas para as instituições. Os núcleos devem operar como unidades sentinela para emergências em saúde, além de realizar a vigilância universal das doenças, agravos e eventos de interesse para a saúde pública.